quinta-feira, 23 de julho de 2015

RESENHA: VLEF



VLEF - por Tiago Mattos

Terminei de ler o livro VLEF (a sigla para o mantra da Perestroika: “Vai lá e faz”), escrito pelo educador, futurista e empreendedor Tiago Mattos. O que me levou a dedicar horas à leitura desse livro foi a profunda admiração que eu passei a ter pelo autor, desde que fiz o curso “Tomorrow”, ministrado por ele. O Tiago, por si só, já é um cara inspirador, inteligente, gentil, divertido e cheio de histórias bacanas. Só isso já bastaria pra ir com a cara dele. Mas, como se não bastasse, ele possui interesses muito parecidos com os meus: futurismo, ficção científica, educação, futebol, cerveja... e desinteresses também: ele é anti-tabagista, odeia burocracia e é totalmente leigo no assunto “carros”. Mais: suas perspectivas com relação ao futuro conseguem ser ainda mais otimistas do que as minhas. E é sempre bom conviver e dialogar com pessoas assim, afinal, sou da opinião de que o convívio com gente negativa contamina o ambiente com aquele ar podre que, consequentemente, nos corrói por dentro.

Tiago Mattos, gaúcho de Porto Alegre, é o autor do livro.

Por isso, quando li o VLEF, confesso que esperava algo mais aprofundado nessa minha linha de interesse. Mas acho que a melhor definição para essa publicação é: “um guia e um incentivo ao empreendedorismo”. Sim, empreendedorismo é o tema central do livro. E o Tiago tem autoridade e competência pra falar sobre o assunto, afinal, ele é o mentor de um grande case de sucesso como a Perestroika e, com apenas 35 anos, já tem um histórico invejável, que inclui passagem pela Singularity University e pelo TIP, em Israel.
Sua devoção pelo empreendedorismo justifica-se pela percepção que ele tem do mundo atual e de um futuro iminente. A mesma percepção que eu tenho: o trabalho formal e “industrial”, moldado há dois séculos atrás, já não é mais compatível com o mundo de hoje. O mundo em que vivemos é bem diferente daquele que fora lapidado pela Revolução Industrial. O problema é que nem a escola e nem as grandes empresas parecem ter acompanhado essa mudança. Ainda vemos coisas retrógradas nos dias de hoje que em nada contribuem com o ambiente criativo e autônomo: burocracia, rigidez, hierarquia, verticalização... O empreendedorismo, a criatividade, a autonomia, a informalidade e a hierarquia horizontal é o que, segundo o Tiago, deve ditar as regras no atual mundo corporativo. E exemplos no decorrer do livro é o que não falta.
Concordo com toda essa abordagem e com essa visão de mundo. Mas, toda vez que eu penso sobre o assunto, minha visão vai bem além do tal empreendedorismo e do próprio sistema defasado no qual estamos imersos. Eu quero acreditar que esse novo modelo que o Tiago tanto defende será não somente um êxodo para uma nova geração de empreendedores: será uma das formas de redefinirmos de uma vez por todas o sentido da palavra “trabalho”.

Empreendedorismo é o tema central do livro.
Se você me conhece, já deve saber de algumas convicções que eu tenho sobre o assunto: “ninguém (ninguém!) deveria trabalhar no que não gosta”; “hoje somos escravos do dinheiro e dedicamos 1/3 do nosso dia alimentando o sistema que nos escraviza”; “trabalhos operacionais, repetitivos e que não exigem intelecto deveriam ser substituídos por máquinas”; "o mundo seria bem melhor sem dinheiro".
Mas essa realidade só vai mudar completamente se nós abandonarmos o sistema capitalista e vivermos numa Economia Baseada em Recursos. Apesar de concordar com praticamente tudo que o Tiago escreveu, não acho que o empreendedorismo seja a solução definitiva para as pessoas serem felizes no exercício de suas atividades.
Digo isso porque, apesar do empreendedor ideal ser aquela pessoa bem sucedida e benfeitora, ela ainda será escravizada pelo dinheiro, por mais rica e independente que seja. Todos somos!

Somos todos escravos do sistema.

Vou dar meu exemplo particular: eu já me aventurei bastante como empreendedor entre 2005 e 2008, na época em que eu trabalhava com eventos multitemáticos em Porto Alegre. Considero a minha trajetória nesse cenário bem bacana até: eu comecei como staff (peão mesmo) de sala de exibição num evento de pequeno porte em Canoas e, dois anos depois, já estava organizando meu próprio evento de médio porte em Porto Alegre. Cheguei até a desbancar a empresa que tinha me empregado anteriormente. Lógico que, nesse meio tempo, eu fui promovido a coordenador de salas de exibição, passei pra empresa concorrente, virei coordenador geral e, finalmente, dei a cara à tapa, tirei grana do meu próprio bolso e “fui lá e fiz”. Deu tudo muito certo: lucro, pessoas felizes, muita gente envolvida e realizada... mas não teve continuidade. No ano seguinte, eu abandonei completamente os eventos (ok, tive uma “recaída” em 2013) e passei a trabalhar como funcionário da instituição para a qual eu trabalho até hoje. Um trabalho que eu amo e que me diverte!

Meu sócio Marcelão e eu na época em que organizávamos eventos em PoA (olha só a cara de nojento).

Mas sabe o que era o mais legal dessa época? Eu não estava nem aí pro dinheiro! É bem verdade que, na época, eu era sustentado pelos meus pais e não tinha tantas preocupações financeiras (ainda não era um legítimo escravo do sistema). O dinheiro que vinha fácil ia fácil. Mas a sensação de crescer, de evoluir, de fazer um bom trabalho e de tornar nossos clientes “mais felizes” era irremunerável. Eu tava cagando pra grana!
Hoje eu sinceramente não consigo desassociar empreendedorismo (o trabalho em geral, na verdade) com lucro. E o lucro é a base do capitalismo. Esse discurso de “seja um empreendedor” é muito bonito e encorajador, mas representa um altíssimo risco e, dadas as regras do jogo, não é garantia de sucesso. Conheço muita gente competente, séria e apaixonada pelo que faz que, ao transformar-se em empreendedor, caiu do cavalo. Infelizmente, o sistema atual nos diz que vale mais a pena ser concursado ou um “escravo do sistema” com as contas em dia do que um empreendedor endividado.
Mas, assim como o Tiago, eu sou um otimista. Acredito que esse mesmo sistema de merda está por ruir. Não me pergunte “quando”, pois eu não faço a menor ideia. E se isso acontecer, eu espero que as pessoas já tenham maturidade e condições de perceber que temos condições de gerar abundância plena de todos tipos de recurso. Yes, we can! Abundância se gera com tecnologia, e isso a gente tem! Mão-de-obra e trabalhos chatos podem ser feitos por robôs, e isso a gente também pode ter! Então, jovem, quem precisa de dinheiro num mundo de abundância?


Ok, o assunto já é batido e acho que esses mesmos argumentos já foram ditos várias e várias vezes em meus textos anteriores. Mas como o assunto aqui é o livro do Tiago, reformularei a questão: “O que seria do empreendedor numa EBR?” Fácil: o empreendedor iria continuar trabalhando pra fazer aquilo que realmente gosta de fazer, sem precisar pensar no lucro, nem nas contas do mês, nem na remuneração de seus colaboradores, nem com o risco do fracasso.
Eu provavelmente voltaria a me envolver com eventos multitemáticos. Também iria passar boa parte do meu tempo desenhando, criando historinhas, confeccionando anúncios para coisas que eu considero relevantes, apresentando shows ou vídeos... faria tudo isso de graça e de boa vontade! Talvez até me arriscaria a aprender coisas novas, como algum idioma, algum instrumento musical, algum esporte... Viajaria pelo mundo inteiro pra aprender novas culturas e estilos de vida! Lógico que eu também dedicaria boa parte do meu tempo assistindo e produzindo vídeos de super-heróis! Mas esse Bruno Seidel só poderia existir numa EBR.

Viver fazendo o que gosta = Foda-se o dinheiro!
O Tiago toca nesse ponto num dos primeiros capítulos do livro. Ele aposta que o empreendedor, num futuro próximo, terá tempo, liberdade e condições de se aventurar em várias áreas distintas, tornando-se um profissional com várias habilidades e interesses, sem medo de arriscar. Sorry, Tiago, com o dinheiro mandando na vida das pessoas, isso se torna bem mais complicado do que parece. Mas eu também jogo no time dos otimistas e torço para que isso aconteça.

Jacque Fresco (100 anos) é autor do termo "Resource Based Economy".

Ok... vamos retomar o foco e falar do livro. TVP já virou assunto batido por aqui.

Antes de começar a folhear o VLEF, eu dei uma espiada na bibliografia e vi que lá estavam o Abundance (2012) do Diamandis e as duas publicações mais famosas do Kurzweil: A Era das Máquinas Espirituais (2007) e The Singularity is Near (2005). Havia também o livro do Federico Pistono: Robots will steal your job, but that’s ok (2012) e mais uns quarenta. Lógico que essas referências me deixaram ainda mais a fim de devorar a obra.
O assunto “futurismo”, contudo, só deu as caras nas páginas finais. E, ainda assim, não foi tão a fundo como eu gostaria. Mas totalmente compreensível: o livro é sobre empreendedorismo, falar sobre Singularidade, transhumanismo e as previsões mais ousadas do Kurzweil seria fugir demais do tema central e daria quase um outro livro.
Gostei muito da forma como o Tiago estabeleceu as três revoluções que a humanidade já viveu até hoje: a Agrícola (de 9.000 a.C. a 3.000 a.C.); a Industrial (Séculos XVII e XVIII) e; a Digital (right now). Um dos primeiros caras a perceber isso foi Alvin Toffler, autor de “A Terceira Onda”.

A Terceira Onda: livro que divide a história da humanidade em três eras.

Mas Tiago bate o pé ao dizer que estamos diante três novas revoluções que estão chegando com tudo e ao mesmo tempo. É o trio GNR, claro! Genética, Nanotecnologia e Robótica (a.k.a. Inteligência Artificial). Eu costumo dizer que essas três são decorrentes da Revolução Digital, uma vez que começaram a emergir junto ao advento da internet e da evolução dos computadores. Seja como for, é exatamente o que o Kurzweil defende ao prometer que, sim, senhoras e senhores, a Singularidade está chegando!
Mas o pileque futurista acaba por aqui. Tiago sequer toca no assunto “imortalidade”, por exemplo. Isso certamente lhe evitou umas boas doses de Neosaldina.
Gostei muito da página 478, que faz menção ao best seller Peter Diamandis, Abundance – The future is better than you think (resenha AQUI). Tiago recorre a um exemplo científico que justifica o porquê das pessoas serem tão pessimistas (lembrando sempre que 100% dos pessimistas se consideram realistas). É tudo culpa daquela moradora velha e rabugenta do nosso cérebro que vive reclamando da vida e comentando notícias trágicas: a tal da Dona Amígdala. Entenda:

A amígdala é uma espécie de radar que temos no sistema nervoso central. O objetivo da amígdala é filtrar os milhares de estímulos que recebemos por minuto, deixando em evidência aqueles que sejam fundamentais para a nossa sobrevivência. Um recurso fundamental para a perpetuação da nossa espécie. Então, se você abrir o seu feed, e vir duas notícias lado a lado – uma falando de um novo método de alfabetização revolucionário, e uma falando de um assassinato – você provavelmente ficará mais interessado pela segunda. Culpa da amígdala. E como a imprensa se remunera de audiência, é natural que o caso do goleiro Bruno fique por semanas no ar. Em inglês, existe até uma expressão. What bleeds, leads (o que sangra, circula).


Vai tomar no cu, Dona Amígdala!

O livro termina (já deu pra perceber que vem spoilers por aí, né?) com um exemplo de “evolução exponencial”: a pecinha de dominó que pode derrubar a peça seguinte, que é 50% maior. Ou seja: uma peça de 5cm pode derrubar uma peça de 7,5cm, que vai derrubar uma de 11,25cm, que vai derrubar outra de 16,87cm, depois uma de 25,3cm... pra nossa surpresa, a 23ª pecinha já vai ter o tamanho da Torre Eiffel! A 57ª é quase o tamanho da distância entre a Terra e a Lua!!! Esse mesmo exemplo poderia ser substituído pelo do copo d’água (que dobra a quantia de água a cada segundo) ou pela P.G. do nº 0,0000001 que vai dobrando até fazer a curva exponencial. Quem manja de evolução exponencial já entendeu.

A famosa "curva do Kurzweil".
 
Enfim... Indico o VLEF para pessoas que curtem empreendedorismo, para os que já são ou para os que ainda pretendem mergulhar nessa. São textos curtos e diretos com várias dicas interessantes e pinceladas de quem manja do assunto. Uma leitura extremamente agradável! Pode “ir lá e ler”.

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segunda-feira, 6 de julho de 2015

Frases que eu odeio



Existem frases que eu simplesmente odeio. E algumas dessas frases volta e meia são repetidas como se fossem mantras geniais. Talvez você já tenha aplaudido, pronunciado ou se identificado com alguma delas. Saiba porque eu simplesmente repudio algumas dessas frases:

“Tem tempo...”


As pessoas, em geral, adoram dizer que os outros "têm tempo", assim como adoram dizer que são ocupadas demais e que não têm tempo pra algo. Já reparou que é raro encontrar alguém que diz ter "tempo de sobra". Parece que "estar sem tempo" e sobrecarregado de tarefas se tornou motivo de status, um charme. "Ah, como você tem tempo!" Pois eu confesso que me irrito toda vez que escuto essa idiotice! Até porque acredito que "quanto mais ocupado você é, mais tempo você tem". Pessoas verdadeiramente ocupadas são aquelas que sempre dão um jeito de fazer algo, pois sabem gerenciar seu tempo, coisa que a turma do "não tenho tempo" dificilmente é capaz. Tempo é a gente que faz, porra!! E se você é um desses idiotas que vive dando essa desculpa, é porque você gerencia mal seu tempo. Seja honesto e diga "não estou a fim". Talvez não seja tão simpático quanto o charmoso "não tenho tempo", mas pelo menos estará falando a verdade.


“Sempre foi assim.”


youtube.com/watch?v=RZjPJNKXES0


“Maldita internet!”

 
Se você já disse essa frase, ou você é um velho rabugento (independente da sua idade), ou tem tesão por reclamar das coisas, ou é muito burro. Ou os três. Esse exemplo se estende para derivados como "maldito computador" ou "maldita inclusão digital". Reclamar da internet é reclamar de um dos mais importantes e benéficos avanços da tecnologia da nossa era. Se você acha que a internet mais piorou do que melhorou a vida das pessoas, você é alguém que dá mais atenção ao lado negativo. E se você é assim, é bem provável que seja uma pessoa infeliz.


“Volta a doer, Merthiolate!”

 
Que absurdo! Essa frase idiota costuma ser pronunciada por alguém que reclama dessa atual geração mimada (a geração "leite-com-pêra"). Concordo que hoje em dia as novas gerações estão mais miadas mas, cara, é sério que você pensa isso?! Prefere ver alguém reclamando que a comida está ruim ou alguém reclamando que não tem o que comer? Se hoje as pessoas reclamam de coisas supérfulas como "internet lenta" ou "celular de merda" (coisas que nem existiam há 20 anos atrás), é porque as coisas evoluíram. Evoluíram sim, seu pessimista cuzão! Pior do que um celular de merda é não ter celular nenhum! Se você acha que o merthiolate deveria voltar a doer, lamento, você tem muita dificuldade de aceitar e se adaptar ao mundo que estamos vivendo hoje.
Ah, e quer saber? youtube.com/watch?v=A-jIUPEqYdw


“Só me arrependo do que deixei de fazer.”
 

Essa é uma das frases mais arrogantes que alguém auto-suficiente pode dizer. Quer dizer então que você não se arrepende de nada de errado que já fez? Todas pessoas que você magoou, as bobagens que disse, os fiascos que protagonizou... tudo isso é "aprendizado"? Admita que você erra, seu bosta! Admita que você não é perfeito! Admita que você é um ser humano. Seres humanos cometem erros irreparáveis a todo instante! Dizem e fazem algo errado diariamente. E deveriam se arrepender também. A dor na consciência é sábia!


 “A internet deu voz pra quem devia ter ficado quieto.”


Quer dizer que a internet deveria ser um privilégio de poucos, né? Deveria ser exclusividade de gênios brilhantes como você. As pessoas que não chegam aos pés da sua admirável sabedoria deveriam parar de comentar asneiras em blogs e vídeos de gatos no Youtube. Se você realmente pensa assim, você tem uma possível inclinação a ser alguém autoritário, inflexível e tirano. A internet talvez seja a nossa primeira experiência com um veículo de comunicação genuinamente democrático, onde qualquer um pode ser produtor de conteúdo, comentarista e pensador. Se essas pessoas só falam merda (e, concordo, normalmente só falam merda mesmo) é porque elas estão tendo a oportunidade que os imbecis de outras épocas nunca tiveram. E além do mais, se você se importa e perde o sono com comentários babacas, é porque você os lê. Aliás, porque está lendo isso?


“A ignorância é uma bênção.”


Eu já cheguei a acreditar nessa frase. Quando você descobre que Papai Noel (pra não falar de outro velhinho barbudo) não existe, é realmente muito triste. É também muito infeliz descobrir como aquele bife foi parar no seu prato, como seu iPhone foi fabricado e que a morte não é uma passagem de ida pro mundo dos Ursinhos Carinhosos. Nesses casos, o conhecimento realmente acaba tornando a vida do indivíduo mais infeliz. Mas dizer que "a ignorância é uma bênção" significa dizer que "quanto mais você aprende e adquire conhecimento, mais triste fica, pois o mundo é sempre pior do que você imagina". Não é bem assim! Por exemplo: temos duas pessoas, uma sábia e uma burra. As duas estão gripadas. A sábia detém um conhecimento precioso: ela sabe que, para curar a gripe, basta se medicar corretamente (seja com remédios ou com chazinho, mel, limão...), repousar e não sair andando de pé descalço no chão gelado. A pessoa burra, desprovida de conhecimento, não sabe nada disso. Ela é burra e não vai se cuidar porque acha que a gripe não tem cura (ou que vai curar naturalmente). Qual das duas vai ser mais "feliz"? A sábia, que vai curar a gripe, ou a burra, que corre o risco de pegar uma pneumonia? Conhecimento pode nos tornar mais feliz, sim! É pessimismo demais acreditar somente no contrário.


“Não sou pessimista, sou realista.”


Já reparou que 100% dos pessimistas dizem isso? Ok, os otimistas também se defendem ao se intitularem "esperançosos" mas, ainda assim, é menos prepotente do que "realista". Quer dizer que se eu acho que as coisas vão melhorar eu sou menos "realista" do que você, seu azedo, que só sabe ver o lado ruim das coisas? Claro que ser pessimista e prever que algo de errado pode/vai acontecer é importantíssimo em nível estratégico (sempre devemos admitir a possibilidade de falha e ter um plano B). Mas se você tem dificuldade de ver o lado bom nas coisas e de encontrar uma oportunidade dentro do problema, você é um infeliz de merda.


"Vê se cresce!"


Ou seja: "pare de brincar e de se divertir. Seja um adulto rabugento, amargo e sem imaginação. Gaste seu tempo e energia trabalhando ou pagando contas!" Para a maioria dos adultos, "coisas de criança" é sinônimo de algo ridículo, de retardado, de perdedor. Faz sentido, né: a alegria alheia costuma causar raiva e inveja, principalmente em pessoas infelizes e amargas. Adulto não pode assistir desenho animado, não pode jogar videogame, não pode gostar de super-heróis, não pode trollar os amigos, não pode passar trote, não pode zoar ninguém, não pode ter imaginação fértil, não pode ser criativo, não pode fazer perguntas idiotas... Se você é adulto e concorda com tudo isso, sorry, você já está morto.


“A morte é a única certeza da vida.”


Já dizia o Professor Girafales: "Somente os idiotas têm realmente certeza do que dizem". E se o céu e o inferno realmente existem? E se há reencarnação? E se a ciência descobrir, num futuro próximo ou distante, como curar a morte? Você não precisa concordar com nada disso, mas é sempre bom abrir a mente pra possíveis ideias. Agora, se você prefere não acreditar em mais nada que lhe falam, é porque provavelmente já está encoberto de certeza. E o Professor Girafales pensa que você é um idiota.


E você, já disse ou aplaudiu alguma dessas frases?