sábado, 12 de setembro de 2020

O PAI TÁ ON

Você pode ser corresponsável pelo nascimento do Menino Ney



Ele é, possivelmente, o brasileiro mais famoso do mundo na atualidade. Dono de uma fortuna de 95 milhões de euros, medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de 2016 e campeão da Champions League de 2015, Neymar Jr. é um dos melhores jogadores de futebol do planeta e possui mais de 140 milhões de seguidores no Instagram. É uma super celebridade! Goste dele ou não, você deve concordar que são pouquíssimas as pessoas deste planeta que não o conhecem. Ou que nunca tenham visto seu rosto alguma vez na vida, mesmo sem saber ligar o nome à pessoa.


Pois bem, escolhi o Adulto Ney como exemplo justamente pelo fato dele ser a maior celebridade brasileira a nível global dos últimos anos e por acreditar que a grande maioria das pessoas vivas hoje (e que ainda irão se reproduzir no futuro) ao menos sabem quem é o sujeito em questão. Se você leu e entendeu o texto “Causas e consequências em um planeta de 10 trilhões de habitantes”, acho que já sacou onde eu quero chegar.



E se você tem mais de 30 anos, são reais as chances de você ser corresponsável pela existência do principal futebolista brasileiro da última década, assim como existe uma possibilidade considerável de ser corresponsável pela existência do Príncipe George (com aquele DNA específico), graças a um enorme dominó de causa-e-consequência, aleatoriedade genética e Efeito Borboleta.


Para compreender isso, é preciso ter algo bem claro em mente: esse Neymar aí que todo mundo conhece e julga só existe porque, assim como todo ser humano que já nasceu, venceu uma corrida de 300 milhões de espermatozóides a caminho do óvulo. Uma corrida totalmente aleatória e impossível de planejar, com outras centenas de milhões de resultados possíveis. Se algum outro espermatozóide tivesse derrotado o Neymar naquela corrida, nós teríamos o surgimento de um outro Neymar, com outro DNA, outra personalidade, outras características e, possivelmente, menos talento com a bola, considerando que aptidão física (ou “talento”, se você preferir) tem muito do fator “genética” em jogo (assim como o ambiente de criação, claro). Poderia até ter nascido uma menina em vez de um menino (as chances eram de 50%) e aí, bom, tudo seria absolutamente diferente. Mesmo que a “Menina Ney” fosse igualmente talentosa como boleira, o máximo que teríamos seria uma “Nova Marta” nesse mundo que, infeliz e injustamente, ainda é muito desigual em alguns aspectos (olha o “feministo” falando). Não seria tão famosa quanto o Neymar que hoje todos conhecemos.



Esse Neymar Jr aí, com esse DNA específico, é um “acidente” decorrente do acaso. Todos nós somos! E ele só nasceu com esse DNA porque seus pais deram uma bimbada naquele dia X, naquele horário, naquelas condições climáticas, naquela posição específica e toda uma infinidade de detalhes. A condição física e o organismo do Sr. Neymar (pai) e da Sr.ª Nadine (mãe), claro, também tiveram muita influência sobre o resultado final dessa corrida. E quando falo do organismo de ambos, estou falando de um “planeta” com dezenas de trilhões de células (300 milhões delas são os espermatozóides reprodutores). É uma escala microscópica.


Logo, quando se fala em escala microscópica, qualquer fator externo pode fazer toda diferença nessa “corrida” com, pelo menos, 300 milhões de resultados possíveis e com chances igualitárias de fecundação. Desde uma interferência mínima (uma alteração no fluxo sanguíneo, ou nos batimentos cardíacos, ou uma contaminação de microrganismos causada por um aperto de mão) a uma máxima (uma mudança de hábitos ou algum medicamento porreta). Independente da intensidade, tudo interfere!




Significa que aquela teoria dos seis graus de separação que eu usei no texto sobre o Príncipe George se encaixa também nesse exemplo do Neymar. E para ilustrar esse exemplo, vou utilizar os próximos para apresentar um caso real e mostrar como eu posso, sim, ter tido uma influência indireta (bem indireta) no nascimento do maior craque brasileiros da atualidade:



DO MENINO SEIDEL AO ADULTO NEY


Eu nasci em Porto Alegre no dia 5 de abril de 1985, mas me mudei para a cidade de Santa Cruz no final de 1987. Durante o primeiro semestre de 1988, eu morei com meus pais e meus dois irmãos mais novos num chalé localizado no Bairro Higienópolis. Bons tempos!



Meu pai, Gerson, era funcionário da Caixa e trabalhava em uma agência no centro da cidade. Na verdade, ele foi transferido para Santa Cruz depois que o Banco Nacional da Habitação (BNH) de Porto Alegre, onde ele trabalhava, foi incorporado pela Caixa. Como funcionário da Caixa, ele tinha uma colega chamada Marilú Rech, na época casada com o Dr. Carlos Antônio da Luz Rech, cardiologista e torcedor fanático do Futebol Clube Santa Cruz, um dos dois times de futebol profissional da cidade (o outro é o Esporte Clube Avenida, que durante anos foi presidido pelo meu vô). Aliás, ele era mais do que torcedor: era membro da diretoria e conselheiro do clube, que na época era presidido pelo Sr. Irineu Roesch. Obviamente, ele tinha contato direto com a comissão técnica e com os jogadores do time.



Acontece que, naquele ano de 1988, o FC Santa Cruz (popularmente chamado de “Galo”) teve a melhor campanha da sua história no Campeonato Gaúcho, chegando a um respeitável 4º lugar. O certame daquele ano foi decidido numa espécie de “hexagonal final” e teve ainda times como Grêmio, Internacional, Pelotas, Juventude e Caxias. 


No dia 11 de junho, um sábado, o time do Galo recebeu no estádio dos Plátanos, em Santa Cruz, o time do Internacional, um dos favoritos ao título. Quem estava em campo naquela partida, além dos jogadores do Galo, era o mesmo time do Inter que, oito meses depois, disputaria a final do Campeonato Brasileiro. O time colorado era formado por nomes consagrados como Taffarel; Luiz Carlos Winck, Aloísio, Nenê e Casemiro; Norberto, Luís Carlos Martins, Luís Fernando e Glauco (Balalo); Hêyder e Amarildo (Maurício).



Era basicamente o mesmo time que disputou a final do Campeonato Brasileiro de 1988, contra o Bahia, em fevereiro de 1989: Taffarel*; Luiz Carlos Winck*, Aguirregaray, Norton e Casemiro*; Norberto*, Luis Fernando* e Luís Carlos Martins*; Maurício* (Heider*), Nílson e Edu. O técnico era Abel Braga.

(*) sete jogadores que estiveram em campo tanto no jogo contra o Galo em 11/6/1988 como na final contra o Bahia em 19/2/1989.



A final decidida por Inter e Bahia naquela tarde de fevereiro também tinha, além dos 22 jogadores, um personagem central dessa nossa história: o árbitro Dulcídio Wanderley Boschilia. Foi um dos juízes mais polêmicos e conhecidos daquela época. Famoso por seu jeito enérgico e disciplinador, chegou até a surrar um torcedor que invadiu o campo para agredi-lo (curiosamente, outra partida entre Bahia e Inter pelo Campeonato Brasileiro, de 1987). Figuraça!



O mesmo Dulcídio, semanas depois de ter apitado aquela final do Brasileiro, entrou em campo para apitar um jogo entre dois times sem muita expressão do futebol paulista: Jabaquara (da série B-1) e Mogi das Cruzes (série A-3). Em campo, representando o time do Jabaquara, estava um tremendo perna de pau que ainda viria a se tornar milionário graças ao futebol: Neymar (o pai, claro).


“Fiz quatro bons jogos pelo Jabuca. Um deles foi contra o União de Mogi das Cruzes, que estava na Série A-3, o que, na época, era a terceira divisão do futebol paulista. O Jabaquara estava na quarta divisão estadual, na série B-1, uma série abaixo da A-3. Mais um motivo para eu me esforçar e mostrar serviço. Nesse amistoso, fui bem… tão bem que o árbitro do jogo, o célebre Dulcídio Wanderley Boschilia, me indicou aos dirigentes do União de Mogi.”


Esse trecho é um depoimento do próprio Neymar Pai no livro “Neymar – Conversa entre pai e filho” (São Paulo: Universo dos Livros, 2013), escrito pelos jornalistas Ivan Moré e Mauro Beting. Foi um divisor de águas na vida dele, de acordo com o relato registrado nesse livro. A indicação logo resultou na contratação do mecânico que até então jogava mais por hobby do que por profissão. Como atleta do Mogi, ele ganhou grana suficiente para comprar uma casa para os seu pai na baixada santista. E foi na cidade de Mogi das Cruzes que ele e sua esposa Nadine tiveram seu primeiro filho: o menino Ney (sim, o próprio).



Neymar (pai) acabou não indo muito longe na carreira de jogador e se aposentou como atleta aos 32 anos. A história do futebol brasileiro, contudo, ainda seria reescrita pelo menino que ele estava criando dentro de casa.



GRAUS DE SEPARAÇÃO


Temos oito graus de separação nessa história contada acima, que foi de junho de 1988 a fevereiro de 1992: Eu > Gerson Seidel (meu pai) > Marilú Rech (colega do meu pai) > Dr. Carlos Rech (então marido da Marilú) > jogadores do FC Santa Cruz > jogadores do Inter > o árbitro Dulcídio Wanderley Boschilla > Neymar (pai) > Neymar Jr. Não interessa quantos graus de separação existam, desde que essa linha do tempo não retroceda (exemplo: se esse contato do Dulcídio com o Neymar Pai tivesse ocorrido antes da final entre Inter e Bahia, esse raciocínio perderia o sentido).



Com apenas três anos de idade naquela época, eu influenciava diariamente a rotina e os hábitos do meu pai (por motivos óbvios). Meu pai, por sua vez, dividia o mesmo local de trabalho que a sua colega Marilú, que dividia o teto de casa com o Dr. Carlos Rech. O cardiologista era um membro influente da diretoria do FC Santa Cruz, que enfrentou o Inter em junho de 1988. O mesmo time do Inter enfrentou o Bahia na final do campeonato brasileiro meses depois, numa partida apitada pelo árbitro Dulcídio Wanderley Boschilla, que depois foi apitar um jogo no qual o pai do Neymar estava em campo. Isso interferiu (numa escala microscópica) no organismo do Neymar Pai. Organismo que nunca mais seria o mesmo e que, em meados de 1991, viria a engravidar a Dona Nadine em uma “sperm race” que teve um resultado decisivo para o futuro do futebol brasileiro.


São infinitos os fatores externos à concepção do Menino Ney que culminaram na especificação do seu DNA. Qualquer alteração faria toda a diferença. E uma dessas influências foi o contato que ele tivera com Dulcídio no primeiro trimestre de 1989, episódio que aconteceu entre a final do Brasileirão de 1988 e a ida do Neymar Pai para Mogi das Cruzes.



Uma outra forma de ilustrar esse exemplo, de forma hipotética, é a seguinte: se eu tivesse sido o “paciente zero” de algum “vírus” super contagioso (tipo o Corona, só que não letal e incurável), quais seriam as chances do Neymar Jr ter nascido com esse vírus? Altíssimas (bem como boa parte da população)!


Aliás, se você nasceu antes de 1991, também existem boas chances de ter influenciado no nascimento do Menino Ney. Basta se dar o trabalho de identificar alguma correlação tipo essa envolvendo eu, meu pai, o Dr. Carlos Rech, o time do Inter, o Dulcídio e o pai do jogador. Se você teve algum contato indireto com o pai ou com a mãe do Neymar Jr antes da concepção dele, sim, você pode ser um dos incontáveis culpados pelo atual cenário do futebol mundial.



O PESO DA CAMISA


Ter sido indiretamente (e bota indiretamente nisso) responsável pelo nascimento de uma das maiores celebridades da atualidade pode significar muita coisa: significa que você pode pedir uma grana emprestada com base nesses argumentos. Pode pedir um autógrafo ou uma foto com ele no aeroporto... Mentira! Você só pagaria de demente.



Mas significa que esse Neymar aí, que você vê praticamente todo dia na TV, ou na internet, ou no Instagram, ou na mídia, só existe porque você já era nascido antes de 1991 (ano em que ele foi concebido). A sua existência pode parecer irrelevante nessa equação, mas se considerarmos a escala microscópica que nossos gestos mais insignificantes têm no organismo das pessoas que se relacionam conosco (os chamados “graus de separação”), podemos, sim, considerar uma certa influência eficiente e indireta. Se não fosse pelo Bruno Seidel lá de 1988, um outro bebê teria saído da barriga da Dona Nadine naquele dia 5 de fevereiro de 1992. E esse Neymar Jr, que hoje faz chover no PSG, não existiria. O maior craque do futebol brasileiro seria algum outro jogador. Talvez o Gabriel Jesus, talvez o Philippe Coutinho, talvez o Firmino… Só observando um universo alternativo para sabermos (quem sabe um dia?)



A questão é que a Seleção Brasileira estaria muito mais pobre tecnicamente sem um grande camisa 10. E o “show business” seria bem diferente. Possivelmente haveria outros nomes para aquecer a indústria da propaganda e das celebridades, mas o fato é que seria diferente. A imagem do Neymar em incontáveis publicidades ou na mídia é algo que atinge praticamente todos habitantes do planeta, em todos os continentes, de todas as faixas etárias e classes sociais. Disso ninguém escapa.


E quando eu falo “ninguém” eu estou considerando todas as pessoas que ainda vão se reproduzir ou que tiveram filhos nascidos de 2014 pra cá. E digo 2014 porque foi o ano em que tivemos a Copa no Brasil, tendo o Neymar como principal jogador e todos holofotes do mundo em cima dele, principalmente quando aconteceu aquela lesão contra a Colômbia nas quartas-de-final, que o impediu de enfrentar a Alemanha na semifinal (e escapar do 7 a 1), gerando uma comoção nacional. Qualquer terráqueo (principalmente os brasileiros) conhecia o Neymar naquela época. E se você leu “Causas e consequências em um planeta de 10 trilhões de habitantes” já entendeu do que estou falando.



É seguro afirmar que todas as pessoas que nasceram depois de 2014 só nasceram como são (com seu respectivo DNA) por causa de uma infinidade de fatores (entre eles, o Neymar). E esse Neymar aí que conhecemos só tem esse DNA por uma inifidade de outros fatores (entre estes, a minha existência). Ou seja, todas as pessoas que nasceram de 2014 pra cá e as que ainda vão nascer são quem são por minha causa (no meio de zilhões de outros fatores), por causa dos meus pais, por causa do Dulcídio Wanderley Boschilla e por causa de qualquer pessoa que tenha tido alguma interferência nessa história aí.


Se alguma dessas pessoas que nasceu a partir de 2014 vier a utilizar algum “talento” para revolucionar o mundo algum dia (é bem provável que daqui a uns 20 anos já estarão revolucionando), sim, eu terei culpa nisso (em escala atômica, mas indispensável). Atenção: entenda “talento” como uma peculiaridade com alta probabilidade de influência genética, tal qual o talento de jogar futebol do Neymar Jr (algo que dificilmente contemplaria algum daqueles 300 milhões de espermatozóides que ele derrotou lá em 1991).



Importante também considerar que esse tipo de relação de causa-e-consequência precisa respeitar e obedecer a linha do tempo. A diferença de idade entre eu e o Neymar é de 6 anos e 1 mês (considerando a concepção dele e não o nascimento). Foram seis anos (1985-1991) para identificar um dominó envolvendo pessoas que me ligassem ao Neymar Pai antes dele engravidar a Dona Nadine. Se eu tivesse nascido, por exemplo, em 1990 (um ano antes), as chances seriam muito menores. E se eu tivesse nascido depois de 1992, então, esquece!



É impossível ser responsável por algo que aconteceu antes da gente ter nascido (a menos que você viva na série Dark). Mas são grandes as chances de você ser responsável (numa escala microscópica) pelo nascimento de qualquer pessoa que veio ao mundo nove meses depois da sua chegada. Uma vez no planeta e em contato com outros seres humanos, você naturalmente modifica o ambiente à sua volta, gera e compartilha microorganismos que se espalham e modificam organismos alheios (numa escala microscópica, mas modificam), como se fossem um vírus inofensivo, até finalmente interferirem na espermatogênese ou na sperm race que irá gerar a vida de alguém. Esse alguém possui um DNA único e pode ser um cidadão qualquer ou o brasileiro recordista de seguidores no Instagram, que também causará mutações no organismo de todos aqueles que já viram seu rosto alguma vez na vida. Até finalmente chegarmos no dia em que todas as pessoas biologicamente vivas no planeta tenham nascido depois de 2014 (lá pelo final do Século XXII, talvez). E aí você será indiretamente responsável por 100% da população terrestre. Tudo o que for acontecer na Terra sob influência humana a partir do Século XXIII terá uma parcela (atômica) de culpa sua.



Mas e aí, quais as chances de você ter sido corresponsável pelo nascimento do Menino Ney, de acordo com esse critério de graus de separação? E qual é a chance de ter influenciado o nascimento de outras pessoas mais novas do que você (o Príncipe George, Justin Bieber, Kylian Mbappé, Larissa Manoela, Maísa, Mário Jr…)? Considerando que somos todos um tremendo acidente, qual é a chance de você ter influenciado o nascimento de algum morcego ou de algum pangolim lá na China?



REFERÊNCIAS:


Histórias Incríveis: 'vaquinha' fez pai de Neymar ter dez donos

http://globoesporte.globo.com/sp/mogi-das-cruzes-suzano/futebol/times/uniao-mogi/noticia/2013/02/historias-incriveis-vaquinha-fez-pai-de-neymar-ter-dez-donos.html 


MORÉ, Ivan; BETING, Mauro. Neymar. São Paulo: Universo dos Livros, 2013. 


Campeonato Gaúcho de 1988:

http://sumulas-tche.blogspot.com/2013/01/gauchao-1988.html 


https://sumulastche.wordpress.com/2014/01/18/fcsantacruz1988/


https://sumulastche.wordpress.com/2013/12/27/fc_santacruz/


SANTA CRUZ (RS) 0-0 INTERNACIONAL (RS)

Data: 11/06/1988 [Sábado]

Local: Plátanos, Santa Cruz do Sul, RS, BRA

Juiz: Carlos Sérgio da Rosa Martíns

SANTA CRUZ (RS): Casagrande; Martins, Clóvis, Gilmar e Rebechi; Luiz Carlos, Miro Oliveira, Mainardi e Áureo (Jadíl); Betinho e Omar (Beto).

INTERNACIONAL (RS): Taffarel; Luiz Carlos Winck, Aloísio, Nenê e Casemiro; Norberto, Luís Carlos Martins, Luís Fernando Flôres e Gláuco (Balalo); Hêyder e Amarildo (Maurício).

Cartão Amarelo: Mainardi, Betinho (Santa Cruz (RS)), Aloísio (Internacional (RS)


INTERNACIONAL (RS) 0-0 BAHIA (BA)

Campeonato Brasileiro - Copa União/1988 - Final

19/02/1989

Local: Beira-Rio (Porto Alegre-RS)

Árbitro: Dulcídio Wanderley Boschilia (SP)

Renda: NCz$ 57.304,00

Público: 79.598

Internacional: Taffarel, Luiz Carlos Winck, Aguirregaray, Norton e Casemiro; Norberto, Luís Carlos Martins e Luís Fernando Flores; Maurício (Hêider), Nílson e Edu Lima (Diego Aguirre). Técnico: Abel Braga.

Bahia: Ronaldo, Tarantini, João Marcelo, Claudir (Newmar) e Paulo Róbson; Paulo Rodrigues, Zé Carlos e Bobô (Osmar); Gil, Charles e Marquinhos. Técnico: Evaristo de Macedo.

Cartão Amarelo: João Marcelo, Gil, Norberto e Edu Lima.

* O Bahia sagrou-se campeão brasileiro de 1988.