segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Friends of Tomorrow - 5 e 6/8

A sensação de empoderamento é indescritível. Se sentir responsável na execução do impacto positivo é o que nos move. E mais poderoso do que tudo isso é o verdadeiro sentido da palavra amizade. Eu falo aqui de conhecimentos, ideias e vibrações positivas que me contaminaram e me tornaram uma pessoa melhor nos últimos dias. Mas falo principalmente de pessoas. De amigos. De momentos sensacionais e inesquecíveis na companhia de seres humanos incríveis que já possuem um lugar especial no meu coração hoje, amanhã, no futuro emergente, pós-emergente e Singular.


Começa agora o report final:



AFTER TOMORROW

Essa galerinha já deixou muita saudade! #tamojunto (foto: Helena Yoshioka)

A última aula antes da aguardadíssima Master Class com Benjamin Reinhardt foi, na verdade, uma sessão de recados rápidos do Tiago. Ele falou sobre os projetos que ainda devem ser implementados nestes quatro meses que ainda restam em 2016. Um deles é o Tomorrow X, que eu sinceramente pensei que tinha mofado no fundo da gaveta. Pelo jeito, não. Mas também não foram dados muitos detalhes. O outro projeto é o Tomorrow One, que tem previsão de ganhar forma em março do ano que vem. Sem mais informações.


Tivemos também um momento de homenagem aos aventureiros que estiveram de corpo presente em todas as nove Master Classes até então, distribuídas em quatro capitais (Porto Alegre, Brasília, BH e Rio). Confesso que vê-los me fez sentir um misto de “inveja cinza” com admiração. Em nome do grupo, o teresinense Marcola falou sobre a intensidade dessa experiência, que deve ter sido dukaralho mesmo!



MASTER CLASS COM BEN REINHARDT


Só pra se ter uma ideia do quão atraente era essa Master Class: Ben é engenheiro de sistemas de uma empresa chamada Magic Leap, uma startup que já está fadada a revolucionar a tecnologia e uma das maiores provas disso é a quantidade surreal de investimento que eles já adquiriram pra fazer a coisa andar. A Google, por exemplo, foi um de seus primeiros investidores: desembolsou US$ 542 milhões de dólares (!) assim que ficou sabendo do projeto dos caras. Algo tipo assim: "nem precisa me dar mais detalhes, tá aqui o teu dinheiro!"
"Mas afinal, o que essa empresa oferece de tão especial?", é a pergunta que não quer calar. A verdade é que, mesmo com toneladas de investimentos, com a promessa de causar uma revolução e a esperança de tornar o smartphone bregamente obsoleto, ninguém sabe (quer dizer, quase ninguém né) o que eles estão tramando. Só se sabe que teremos algo envolvendo mixed reality, nada mais.
Os caras conseguiram criar um vulto misterioso à sua volta que tornou ainda mais charmoso o projeto. Todo mundo (que acompanha e curte tecnologia) quer saber que raios é a tal da Magic Leap! Para os nerds entusiastas, é como se fosse o assassino a ser revelado no final da novela (bah que analogia bosta!).

A misteriosa Magic Leap promete revolucionar a tecnologia no mundo. (foto: theverge)

E eis que a Aerolito traz, pela primeira vez ao Brasil, o System Engineer Ben Reinhardt - O Guardião do Segredo.

Chuva de prata à parte, é preciso dizer que tivemos um alerta de "calm, please!" no dia anterior. Tiago nos avisou que a maioria das respostas do Ben seria "não posso falar sobre isso". Desestimulante mas previsível, né? Só de ter o cara de corpo presente pra falar sobre mixed reality e "WTF is Magic Leap" já faz a Master Class ser atraente por si só...

Young Man! Esse aí é o Ben fazendo cosplay de Village People. (foto: Helena Yoshioka)

Eu mesmo conversei rapidamente com o Ben assim que cheguei ao local do curso (na hora nem percebi quem era e o cumprimentei em português achando que fosse um colega). O cara é supergentefina e atencioso. Conversamos sobre a Flórida (que é onde ele trabalha), falei que estive lá em 2014 fazendo a trip Orlando-Venus-Miami (ele não conhecia Venus). Perguntei também se ele não iria dar um pulo no Rio pra ver as Olimpíadas (aliás, a Master Class ocorreu no exato momento em que acontecia a abertura dos Jogos Olímpicos do Rio). Ou seja: enquanto o Vanderlei Cordeiro de Lima acendia a pira olímpica, outro grande mistério estava a ser revelado na noite paulistana (pronto! meu momento Regis Rösing).

Sob grande expectativa, mistério e charme, Ben tomou posse do microfone para dar sua palestra sobre a Magic Leap e o futuro da mixed reality.

Para ajudar a introduzir o conceito de mixed reality, Ben recorreu a um vídeo (aparentemente inédito no Youtube, porque eu não achei) em que Rony Abovitz (CEO da Magic Leap) fala sobre o Magic Valley. Tivemos também um vídeo-de-um-vídeo mostrando, numa tela de celular, como funcionaria a mixed reality. Pena que não deu pra ver muito bem porque a qualidade do vídeo não era das melhores.


Não confunda: Pokemon Go é Realidade Aumentada (AR), não MR. (foto: Niantic/Nintendo)

É importante deixar bem claro que mixed reality (MR) vai além do conceito de "realidade aumentada" (AR), essa que todo mundo sabe o que é agora por causa do fenômeno Pokemon Go. E que os conceitos de MR e AR estão bem distantes do conceito de VR (realidade virtual). Mixed Reality, nas palavras do Ben, não corresponde a "telas". É no screen.

Enquanto o Ben falava, passava de mão em mão um “demo” de como deve ser o “óculos” que a Magic Leap pretende lançar. Ou seja, primeira informação vazada: é pra ser tipo um óculos. Os caras, contudo, precisaram fazer uma gambiarra pra simular a carcaça e o peso do óculos: colocaram dois copinhos de café (esses de 50ml) com umas moedinhas dentro (pra regular o peso) amarrados nas laterais das lentes (tudo com durex, bem roots). Tipo isso:

Esse aí era um colega nosso usando o óculos. Baita retardado! (foto: Vivian Muniz)

Em meio a algumas explicações técnicas, Ben nos mostrou um vídeo (também inédito) que fazia o contraponto entre a "boa" e "má" MR. Ou seja, como seria o uso ideal e como seria ela avacalhando nossa vida. Na parte boa, a MR seria usada com um grande auxílio no dia-a-dia, nos dando instruções e nos ajudando sempre que preciso. Já no "lado negro", a MR aparece tomando conta do campo de visão do usuário, que praticamente não enxerga o que tem na sua frente (no mundo real) de tanta propaganda, mensagens de texto, intervenções e lixo visual. Lembra demais o episódio 2 de Black Mirror (Fifteen Million Merits).

PS. para leigos: claro que esse conceito de "bom" ou "ruim" serve pra toda tecnologia. Desde a faca (que mata e corta alimentos) à Mixed Reality. A responsabilidade é de quem as usa.

A "bad MR" pode tornar o eps. 2 do Black Mirror numa realidade próxima.

Uma das coisas mais fascinantes que o Ben apresentou foi o Project Tango, que é uma espécie de smartphone para mapear o mundo à sua volta através da realidade aumentada. Com isso, você poderá mapear rapidamente a sua casa antes de comprar um sofá (por exemplo), ou amparar deficientes visuais para que os mesmos possam se locomover em ambientes "reais" (3D) sem ajuda de ninguém.

E nunca é demais lembrar que o Project Tango, assim como o próprio Magic Leap, não é necessariamente o "sinônimo" de MR. Ben mencionou outras empresas que estão investindo pesado na ideia, como a Microsoft e seu hololens. Mencionar o MR como sinônimo de Magic Leap é como dizer que "buscador = Google".

o Project Tango, do Google.

E foi assim que, sem grandes revelações, o Ben encerrou sua palestra. Porém, a parte reveladora ainda estava por vir. O Tiago apresentou uma sequência de slides que o próprio Ben trouxe no seu "baú secreto". Slides com ilustrações que, pra bom entendedor, já significavam muita coisa. E eu sei dum amigo dum amigo meu que tirou fotos desses slides. E quer saber? Ele compartilhou comigo tais imagens! HUAHAUHAUHAUHAA! (risada diabólica)!

Mas é claro que eu não vou publicá-las aqui né! Tá pensando o quê?

Só posso dizer que eu vi coisas muito interessantes nesses slides. E minha imaginação permitiu que eu visualizasse um futuro fascinante que essa parada vai nos proporcionar! Pode ter certeza duma coisa: a Magic Leap VAI (vai) dar muito o que falar e vai revolucionar a tecnologia como alguns já estão apostando. Pode me cobrar!

E você reparou que lááá no começo do post eu disse que a palestra prometia não ser reveladora? Pois então, os caras da Aerolito fizeram o que talvez nenhuma empresa "séria" (leia "cagona") faria: os caras simplesmente "hackearam o Ben"! É isso mesmo: os caras burlaram o sistema e conseguiram mostrar pra gente o que nós não podíamos ver! Deram um chapéu no Ben por nós! Eu vejo isso como uma puta consideração com o público,que estava ali pra "saber mais" e coletar informações sigilosas, mas sob a advertência de que grande parte do segredo permaneceria (e permaneceu). E se você acha que o Ben ficou puto com isso, eu posso te garantir que não! A não ser que ele saiba disfarçar muito bem, porque a alegria e espontaneidade dele depois da palestra (na festa, no caso) era surreal (pra dizer o mínimo). Um cara muito divertido, comunicativo e "da galera". Curti muito conhecer esse maluco! E tiro meu chapéu (ou cap de policial) pra Aerolito, que fez o que fez!

Esses gringos maravilhooooosos! (foto: Hugo Santos)

HAJA CORAÇÃO!

Acabou o curso. Mas antes daquele momento de bebedeira e celebração, a cereja do bolo. O momento em que o Tiago pediu para que todos os participantes do Friends of Tomorrow SP se reunissem num grande círculo e ficassem ombro a ombro. Cada um deveria falar rapidamente o que levaria do FoT para sua vida.
Eu já vivi esse momento em 2015 e lembro da emoção que foi ouvir relatos verdadeiros e emocionantes de pessoas que tinham acabado de viver uma maratona incrível de aulas fantásticas e um conhecimento indescritível. Sabia, inclusive, que as chances de chorar eram reais.
Quando me voluntariei a falar, contudo, fui breve. Essas foram as minhas palavras tal e qual:

"Eu tenho tanta, mas tanta coisa pra dizer que eu prefiro deixar tudo documentado lá no blog energiaespacial.blogspot.com.br. Por hora, tudo que eu posso dizer é que, cara, vocês são muito massa! Sério! Você são muito massa!"

Tivemos vários depoimentos emocionantes, divertidos, reveladores e sinceros. Mas o mais emocionante de todos, disparado, foi o do Hugo. Em lágrimas, ele abriu seu coração e disse, com toda a sinceridade possível: "Eu saio daqui com a certeza de que a principal tecnologia que existe é a generosidade."

Para tudo! Talvez você não tenha entendido, mas essas palavras saíram da boca do Hugo. Do Hugo!

Ninguém melhor do que o Hugo pra usar a palavra generosidade. Isto porque esse cara é simplesmente a pessoa mais generosa que eu já conheci na minha vida. Vou repetir pra não economizar caracteres: O Hugo é a pessoa mais generosa que eu já conheci na minha vida.
Um cara que trata todo mundo muito bem e que faz a palavra "empatia" ter completo sentido. Um grande companheiro que passou a semana toda batendo papos extremamente cabeças comigo. Um cara que me deu carona pra casa TODOS OS DIAS mesmo morando longe. Um cara que ajuda sem querer nada em troca. Um cara que é humilde o suficiente a ponto de não estufar o peito pra dizer o quanto é foda (mesmo sendo). Um cara gentil, educado, prestativo e acolhedor.
Enfim, a pagação de pau é necessária e sincera. E que conste na ata: eu conheci, graças ao FoT, um dos meus melhores amigos.

Depois de ver todo mundo se manifestar, o Tiago fez a fala de encerramento. Ele estava visivelmente emocionado. Se segurou e conseguiu evitar o choro (mas admitiu ter chorado quando o Inter foi campeão do mundo em 2006). No seu discurso, ele falou sobre a importância que o FoT tem na vida dele. E isso é muito interessante: a intensidade e a quantidade de pessoas que ele consegue impactar com o FoT é imensurável! É algo que, se analisado sob a ótica do efeito borboleta, tem uma consequência infinita.

Mas chega de rasgar seda por aqui. Se eu for falar sobre o Tiago, o blogspot me expulsa por excesso de caracteres.

Ídolo! (foto: Yago Cury)



NO OMBRO DO BOZO

"A Perestroika é uma empresa de festas, encontros e promotora de networking que, no meio de tudo isso, tem uns cursos."

Essa foi uma definição perfeita do meu amigo Júlio Boaventura Jr., especialista e autoridade no assunto "Design de Serviços".

bagulhovirourave

A festa pós-curso poderia ser dispensada dos registros finais (ou "deveria", depende né...), mas eu acho que algumas coisas sobre ela merecem ser documentadas.

O Tiago gosta de dizer que as festas que a Perestroika costuma oferecer para os seus alunos é uma espécie de celebração. No caso do FoT, uma mais-do-que-merecida celebração, até porque não eram só os 65 alunos de SP que estavam ali presentes. Era toda a galera do Brasil inteiro que veio pras Master Classes. Então, essa party foi também uma forma de reunir a galera e celebrar o sucesso do FoT-BR.

Muito bacana poder confraternizar com grandes amigos como o Everton Kayser (gremista de Sapiranga/Cascavel), o Hugo (inimigo do Uber), a dupla de montenegrinos Edu & Gui (que foram pra Abu Dhabi ver o Mazembaço), o Júlio (atleticano perito em service design), o Thum (parceiro de dupla na sinuca), o Mauro (anti-palmeirense e de-vez-em-quando corinthiano), o Renan (quieto porém observador), o Eduardo Santos (meu "contraponto maker"), o 'Super' Mario Schioppa (que manja mais de polo do que o Santiago), o Gus (dispensa apresentações), a Roberta (uma pessoa 'singular' na minha carreira), o Santiago (#chupaBaboo), a Carol da Aerolito (#chupaBaboo), o Igor (#chupaBaboo), o Yago (carioca comedor de biscoito), a Helena Yoshioka (kawaii ^^)... se eu esqueci de alguém, avisa aí que eu ajusto.

UberHugo em ação. Sim, seis pessoas no carro. #multa

Mas teve um cara que merece descrição à parte: o tal do Pedro H. Constantino. Sério, esse cara é "assustador" (melhor definição). O Pedro me chamou uma hora pra me jogar umas coisas na cara. Começou a traçar meu perfil e me dizer fatos sobre a minha personalidade e tal. Até aí, tudo bem, parecia ser só um "bom observador". Mas ele começou a dizer tanta, mas TANTA verdade sobre mim que eu comecei a ficar apavorado. Parece coisa de astrólogo, né (lembrei do Sr. Popo na aula de segunda)? Mas, no caso do Pedro, é informação associada a observação: ele leu todos os textos que eu publiquei aqui nesse blog e, analisando detalhes, tirou conclusões precisas sobre a minha pessoa. E, sério: o cara não errou uma!!! Aliás, falou coisas que eu nunca tinha sequer percebido.

Esse Pedro chega a dar medo!

Uma das coisas que o Pedro me disse: Eu percebo que você é um cara que admira tanto, mas tanto o Tiago (até aí, sem segredos), que deposita nele uma "fé" de provocar impactos que você acha fora do seu alcance. E isso denuncia uma falta de "fé em si mesmo". Acontece que você é bem mais capaz do que você mesmo pensa e no fundo até sabe disso, mas acha mais cômodo e talvez fácil um cara como o Tiago resolver por ti.
Faz sentido. Essa insistência que eu tenho em falar do TVP pro Tiago talvez tenha evidenciado isso. No meu inconsciente, eu acho que sou incapaz de "salvar o mundo" e, por isso, elegi uma referência na área para fazê-lo por mim, já que ele está num nível bem superior, transitando entre os maiores futuristas do mundo (se é que já não pode ser considerado como tal). O conselho do Pedro é que eu "deixe o Tiago em paz" e comece a acreditar um pouco mais em mim mesmo.

Outra observação impressionante dele foi sobre o "ego" disfarçado que eu tenho: Você só não expõe mais as suas ideias, seus sentimentos e seu ponto de vista sobre as coisas porque, no fundo, você é mais egocêntrico do que pensa. Você faz questão de esconder seu lado sensível e imperfeito porque não quer que as pessoas te observem ou te julguem. Isso é vaidade.
Sou obrigado a concordar. E isso explica também o fato de eu não ter Facebook.



APOCALIPSE ZUMBI


Sério! Tava todo mundo tipo assim no sábado. (foto: wegeekgirls.com)

O sábado (6/8) foi de reencontros após a noite alucinante do dia anterior. Todo mundo cheio de olheiras na cara, consumindo toda água potável à disposição, exalando álcool pelos poros e com aquele olhar recíproco de "eu sei o que você fez na noite passada". Ainda assim, havia os últimos risquinhos da bateria e, para encerrar com chave ouro o FoT-SP, tivemos as duas Master Classes mais sensacionais da história desse país.

Só peço um pouco de compreensão agora porque, no caso dessas duas MC, eu já estava num estado bem mais debilitado e possivelmente por isso acabei não fazendo as anotações necessárias. Também não prestei atenção como deveria porque o cérebro ainda estava com o cash da noite anterior. Mas repito: de todas as Master Classes que eu vi (e eu não vi todas), essas duas foram as melhores.


MASTER CLASS COM ANIELLE GUEDES


Ou você é jovem ou é brilhante. Anielle é os dois. (foto: Folha de São Paulo)

A palestra com a Anielle teve um significado especial para mim. Talvez por isso eu não seja uma unanimidade em dizer que foi incrível. Pra quem não sabe, a Anielle estudou Física e Economia na USP, colaborou com um documentário sobre educação, fundou três empresas que trabalham com metas de desenvolvimento sustentável, palestrou na ONU duas vezes, morou na Califórnia e hoje, entre muitos projetos, advoga sobre como a tecnologia é capaz de mudar nossa realidade para melhor (fonte: socialgoodbrasil.org.br). Seu principal trabalho, talvez, seja à frente da Urban 3D, empresa que tem por objetivo construir moradias de baixo custo e sustentabilidade através de uma das tecnologias mais fascinantes: a impressão 3D.

Mas "impressão 3D" é um termo que a própria Anielle prefere evitar, sugerindo "manufatura digital" como algo mais apropriado. Isso porque impressão 3D está diretamente associada àquele trabalho basicamente escolar, em que você precisa esperar duas horas pra ver um copo de plástico ficar pronto. Não: manufatura digital é muito mais do que isso. E um dos exemplos que justifica a genialidade da Anielle é o de fazer casas e prédios através dessa tecnologia. Como? Era exatamente para explicar isso que ela veio.

Ao apresentá-la, o Tiago fez questão de exaltar o fato dela ser tão nova: quando eu tinha a idade dela (23 anos), nem formado na faculdade eu estava. "Chega até a dar raiva ver alguém assim!", brincou o Tiago. E eu confesso que realmente tenho (ou tinha) um pouco de "raiva" quando via uma pessoa tão mais nova do que eu sendo incrivelmente mais foda ou me dando lições de moral. Mas ver pessoas como a Anielle me faz ter mais fé na humanidade, porque eu percebo que tem gente que veio ao mundo há menos tempo do que eu fazendo coisas que nenhum trintão foi capaz de fazer. E é por essas que eu acho que o mundo de hoje é melhor do que o de ontem e que amanhã será melhor do que hoje: porque os jovens de hoje são mais espertos e "melhores" do que os jovens de ontem. Não é pra invejar: eles estão usando sua genialidade para o bem. Vão tornar o mundo de nossos filhos melhor do que o nosso.

Eu poderia ficar aqui falando sobre os projetos arquitetônicos que estamparam os slides da Aniele (slides que, aliás, deram uma surra nela). Mas ficar descrevendo algo técnico aqui seria menos útil pra você do que uma rápida busca no Google ou no Youtube. Vamos pular essa parte, ok?

Quando veio a etapa das perguntas, eu entendi que era minha vez de levantar o braço. Não queria ser aquele chato que tenta tirar uma casquinha de todo mundo, então determinei a mim mesmo o direito a 01 pergunta nas Master Classes. E a Anielle foi a minha escolhida.

A pergunta foi:

"Você conhece o Projeto Venus? Se sim, ou se não: o que você pensa sobre esse conceito de smart cities, que une o que há de mais avançado em automação, big data e internet das coisas? Acha que o avanço dessas tecnologias e a implementação desse tipo de projeto pode, futuramente, esculhambar o capitalismo como o conhecemos a ponto de nos fazer migrar para um outro sistema?"


E a resposta da Anielle:

"Eu conheço o Projeto Venus, sim. Claro que eu conheço! Sou fã do Jacque Fresco. É uma das minhas grandes referências. Inclusive, quando eu era criança, ficava imaginando e desenhando cidades circulares e sustentáveis que só depois fui descobrir que eram bem semelhantes às dele. Queria muito poder conhecer ele pessoalmente e até já tentei fazer isso, mas é algo muito difícil, porque o lugar onde fica o Venus Valley é muito escondido nos confins da Flórida. E, além do mais, o Jacque tá bem velhinho, né? Já passou dos 100 anos. Acho que está cada vez mais difícil conhecê-lo. E falando sobre um possível colapso do capitalismo: eu acho algo inevitável, sim. Acho, até, que isso já está acontecendo. Se a gente reparar, a tecnologia já está transformando o capitalismo em outra coisa, que a maioria das pessoas ainda não entendeu o que é. Mas eu tenho a esperança de que, sim, a gente vai ver um mundo bem parecido com esse que o Venus Project propõe."



Essa é do Fresco, não da Anielle.

Você nunca vai entender a sensação de satisfação que eu tive ao ouvir isso de uma pessoa como a Anielle. "Mas claro, ela só falou o que tu queria ouvir!", FODA-SE! Foi aquele sentimento de "eu não sou o único louco que pensa assim! Tem mais alguém que enxerga as coisas como eu e essa alguém é #fodaprakaraleo!" Eu já era fã da Anielle por todos elogios que mencionei até agora mas, depois dessa, ela ganhou um ticket pro meu hall de "rockstars".

E saca só uma coisa: a mina tentou conhecer as instalações do TVP e o Jacque Fresco pessoalmente. Não conseguiu.

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Eu consegui!!!!

Sério! Tô me sentindo muito winner depois dessa!


Pra quem duvida.

Assim que terminou a palestra, Anielle respondeu mais algumas perguntas em particular para as tietes que ficaram à sua volta. Eu fiquei ali observando e percebi que ela citou o Jacque Fresco mais de uma vez como exemplo. Até chegou a olhar pra mim com uma cara de: "né que ele diz isso?"

Enfim... missão cumprida! Valeu o ingresso!


MASTER CLASS COM DAVIDE VENTURELLI

Essa foi, possivelmente, a mais aguardada de todas as Master Classes do FoT-SP. Tanto é que ficou para o final. E olha que superou as expectativas!


Sheldon Cooper e eu.

Davide trabalha com computação quântica na NASA e é uma das principais autoridades no assunto "Inteligência Artificial". Ele chegou chegando, esbanjando bom humor e piadinhas pra quebrar o gelo (piadas engraçadas mesmo).

Claro que o assunto foi, pra mim, previsivelmente complexo. Eu tenho dificuldades gritantes de entender uma aula de física no Ensino Fundamental, logo eu talvez seja a pior pessoa para resumir a palestra do Davide. Então, qualquer ponderação técnica feita por mim talvez minimize o quão interessante foi essa Master Class.

Ainda assim devo destacar que a forma leve e divertida com a qual Davide conduziu sua palestra tornou tudo mais fácil de assimilar. Achei muito bacana as constantes referências a elementos da cultura pop que ele fazia (alusões a filmes e a games).


Slides divertidos pra explicar coisas complexas.

A minha conclusão não poderia ser outra: a computação quântica é foda e pode proporcionar ao ser humano avanços tão incríveis que nem nossa imaginação dá conta de prever. E eu não sei detalhar "por quê" é tão foda. Só sei que é!

Entre uma explicação e outra, Davide nos mostrou este vídeo, apresentado pelo Jason Silva. Vale a pena assistir para se ter uma ideia do que é a tal da computação quântica.




Acho que, assistindo ao vídeo e sabendo que o Davide faz parte desse processo todo, é possível ter uma noção de quão foda o cara é, né?

Uma palestra que, apesar de não ter entendido 100%, me fez sentir que valeu a pena!


A ÚLTIMA SAIDEIRA

E assim terminou o Friends of Tomorrow 2016. Na sua fala de agradecimento e de despedida, o Tiago deixou uma dúvida no ar ao dizer que estaria "passando o bastão" para a galera da Aerolito que tocou o curso com ele. Seria um adeus?

Depois desse momento de celebração, os bravos guerreiros que ainda tinham forças para viver os "instantes finais" foram até a esquina da Rua Fidalga com a Aspicuelta. Foi a "última volta".

No meio de toda aquela interação bacana que tivemos, teve algo que mexeu comigo e que precisa ser compartilhado: o quão incrível é o ser humano chamado Santiago Andreuzza.


Gentefinisse transbordando nessa foto.

Algumas das revelações feitas pelo Santiago me pegaram de surpresa e me fizeram refletir sobre o próprio objetivo do curso. Talvez só ele vai entender o que eu vou dizer agora:

Tudo que a gente deixa nessa vida (se é que vamos deixar de viver um dia) são legados. Legados do nosso caráter, do nosso conhecimento, das nossas crenças, das nossas atitudes e dos nossos sonhos. Algumas pessoas já estão construindo seu próprio legado ao seu modo. A forma como o Santiago se abriu pra falar sobre o legado que ele começou a construir faz pouco tempo é uma das coisas que mais me emociona. É o que eu mais quero para minha vida. E a conversa que a gente teve naquela esquina que fedia a cigarro me fez entender que o Santiago é muito mais do que um cara foda (disso eu já sabia há mais de um ano): o Santiago é o cara que eu quero ser um dia!


CONSIDERAÇÕES FINAIS

Pois então, galera! Chegamos ao final de uma viagem intensa e fascinante que atravessou buracos negros e nos levou até um lugar que ainda não entendemos qual é. Pode ser o mesmo lugar que já estávamos antes de começarmos o curso, mas isso só vai acontecer se deixarmos a rotina nos puxar de volta pra baixo. Eu não quero e não vou deixar isso acontecer.
Esses dias na companhia de pessoas sensacionais ficarão na minha mente pra sempre (mais do que placares de Copa do Mundo). A sensação de empoderamento e a energia que toma conta da gente é algo que nos dá a capacidade de ir tão longe que nem o Ray Kurweil seria capaz de prever.
E eu me vejo com uma mistura de saudade, carinho e sensação de dever cumprido. Sem falar nesse nó que dá na garganta só de lembrar dos momentos em que fomos sinceros uns com os outros e da dificuldade que foi se despedir, mesmo sabendo que isso está longe de ser um adeus.
Fiquei pensando numa forma bonita de encerrar essa série de reports quilométricos (muito obrigado a quem se deu o trabalho de ler tudo!). Mas não vou achar palavra nenhuma.

Prefiro que o Júpiter Maçã fale por mim e diga, com essa música, tudo que eu sinto de verdade. Aumente bem o volume, preste muita atenção na letra e só tenha uma certeza nessa vida: "Vocês são muito massa!"

Som na caixa:

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Friends of Tomorrow - 4/8

A AMÍGDALA

A aula de quinta começou com um vídeo de Peter Diamandis falando sobre a amígdala. O assunto, inclusive, já foi pauta do livro V.LE.F. do Tiago. Por isso eu vou colar aqui o que eu tenho a dizer sobre a tal da amigdala:

(...) Tiago recorre a um exemplo científico que justifica o porquê das pessoas serem tão pessimistas (lembrando sempre que 100% dos pessimistas se consideram realistas). É tudo culpa daquela moradora velha e rabugenta do nosso cérebro que vive reclamando da vida e comentando notícias trágicas: a tal da Dona Amígdala. Entenda:

amígdala é uma espécie de radar que temos no sistema nervoso central. O objetivo da amígdala é filtrar os milhares de estímulos que recebemos por minuto, deixando em evidência aqueles que sejam fundamentais para a nossa sobrevivência. Um recurso fundamental para a perpetuação da nossa espécie. Então, se você abrir o seu feed, e vir duas notícias lado a lado – uma falando de um novo método de alfabetização revolucionário, e uma falando de um assassinato – você provavelmente ficará mais interessado pela segunda. Culpa da amígdala. E como a imprensa se remunera de audiência, é natural que o caso do goleiro Bruno fique por semanas no ar. Em inglês, existe até uma expressão. What bleeds, leads (o que sangra, circula).
MATTOS, Tiago.
Vai tomar no cu, Dona Amígdala!

Dito isso, abriu-se espaço para falar sobre um tópico que o Tiago tem muita propriedade para discutir: as métricas de sucesso e o modelo Perestroika de tocar seu negócio.


Muito do que o Tiago acredita e prega está perfeitamente alinhado com as ideias do Elishai Ezra (Diretor do Laboratório de Engenharia Neuro-Biomórfica do TIP). Elishai esteve numa das Master Classes do FoT (a preferida do público, de acordo com os comentários que eu ouvi) e apresentou um contexto histórico para dizer que a era “pós-Revolução Industrial” (ou seja, essa que estamos vivendo right now) está a se tornar algo novo e isso fatalmente irá bagunçar por completo todas as esferas sociais, políticas e o escambau. Ou seja, é bem provável que tudo aquilo que a vida te ensinou sobre trabalho, carreira, sucesso e competência esteja por perder sentido. Até porque, ao contrário do que muita gente pensa, nem sempre foi assim. E nem sempre será.

Alvin Toffler (1928 - 2016)

Na mesma linha de raciocínio está Alvin Toffler, o autor do livro "A Terceira Onda" que morreu há pouco mais de um mês. Toffler diz que "O analfabetos do Século XXI não serão aquelas que não sabem ler nem escrever. Serão aquelas não souberem aprender a desaprender para reaprender."

O Tiago Mattos é um exemplo vivo disso. Ele vive dizendo que está na sua "quarta encarnação": já foi comunicador (publicitário); educador; empreendedor e agora assume-se como futurista. Ele precisou "aprender a desaprender" um antigo ofício para então mergulhar em outra praia. Isso para alguns pode soar como indecisão, mas convenhamos que, quando você abandona uma função, ela nunca abandona você completamente. Sempre sobra uma porrada de experiências, de noções e de "skills". Principalmente se você atingiu o nível de "virtuoso" que é atribuído àqueles que atingem 10 mil horas* de atuação numa determinada atividade.
* 10 mil horas é o tempo que você, assalariado, passou trabalhando nos últimos 5 anos.

Então é óbvio que, no caso do Tiago, ele usou muito das suas habilidades de publicitário para iniciar e consolidar sua carreira como educador (acho que isso fica explícito, né?). Da mesma forma, os conhecimentos como educador-e-publicitário serviram como grande diferencial para ele tocar a sua bem sucedida encarnação como empreendedor, ou melhor, um empreendedor-educador-publicitário. Por fim, ele resolveu embarcar nessa loucura de futurismo e hoje é uma referência incontestável na área, não só no Brasil como no mundo. Mas eu tenho certeza de que o Tiago só se tornou um futurista de destaque porque ele já tinha uma experiência invejável como publicitário, como educador e como empreendedor. E eles usa skills e noções adquiridas nessas três encarnações o tempo todo. Isso torna ele um futurista fora da curva, um futurista único.

Eu negritei a palavra único porque ela tem um significado muito forte mesmo. Assim como oTiago é (possivelmente) o único comunicador-educador-empreendedor-futurista-gaúcho-colorado-barbudo-libriano da face da Terra, você também certamente é único em alguma coisa.
Lógico que, quanto mais multidisciplinar e mais encarnações virtuosas você tiver, mais único você será. Mesmo que você tenha trabalhado a vida inteira na mesma empresa e na mesma função, seus amigos sejam somente os dos tempos de escola e o lugar mais longe pro qual você viajou tenha sido uma cidade vizinha, você é um cara único “em potencial” (aspas obrigatórias). Deve possuir um monte de habilidades desconhecidas e um mundo de oportunidades à sua espera. Te liga!

Tão retardado quanto eu, só "outro eu".

Eu, por exemplo, talvez seja o único fã de Tokusatsu entusiasta de futurismo que decora placares das Copas do Mundo, desenha e roteiriza tirinhas de humor, trabalha como publicitário, sócio-fundador de uma startup na Holanda, diretor de arte, redator, locutor, apresentador, palestrante, organizador de eventos e ainda sabe falar japonês, imitar o Sílvio Santos, passar trotes e colocar o cotovelo direito na orelha esquerda. Na Perestroika eles chamariam isso de "diretor de whatever".

Lógico que é sempre bom lembrar da analogia do “funcionário pato”: o pato é a ave que voa, nada, canta e põe ovos. Mas não faz nada disso bem feito. Ser multidisciplinar não é ser um multitarefas adoidado: é ter a proeza de transformar uma especialização que te põe na condição de virtuoso numa skill.

Não seja um funcionário pato!

Pegando um gancho nesse assunto, Tiago contextualizou a parada toda sob a ótica da automação e do desemprego tecnológico. Inclusive, citou como exemplo o divertido e empolgante exemplo da Beam Store, na Califórnia (uma loja sem pessoas físicas te atendendo). Tiago diz não ter medo de um robô assumir seu trabalho um dia. "Se eu conseguir botar um robô pra substituir o meu trabalho e desempenhá-lo melhor do que eu seja capaz, beleza, eu parto pra outra encarnação e sigo evoluindo", disse o Tiago.


ÚLTIMOS RECADOS

Pra fechar o curso e abrir espaço para as Master Classes, Tiago deixou bem claro que a palavra "Empoderamento" talvez seja a que melhor descreva o FoT. Mais até do que "futurismo". Palavras do Tiago: "Saia daqui empoderado com a sensação de que podes fazer uma microrrevolução". E eu acho que isso é uma coisa muito bacana do curso: você sai em chamas querendo ser um agente dessa transformação que tornará o mundo num lugar melhor, sem matar nem ferir ninguém!

E aí eu te pergunto: "Qual é o tamanho do SEU impacto positivo?"
O que você já está fazendo ou pretende fazer para deixar o mundo mais parecido com o modelo que você considera ideal?

Essa reflexão é foda demais!

E foda também é o recado final do Jason Silva, o "Roberto Carlos do Tomorrow": os novos bilionários não serão aqueles que possuem bilhões de dólares, e sim aqueles que impactam bilhões de pessoas.

O conceito de bilionário agora é outro, seus miseráveis!

Eu concordo com essa visão, acho que ela muda nossa forma de pensar e traçar nossos objetivos e tal, mas tenho um adendo para reflexão (outra bomba filosófica): ninguém sabe quem foi o cara que reprovou Hitler na Academia de Belas-Artes de Viena (se é que tinha "um" cara, mas isso não vem ao caso). Esse cara (se existiu) desconhecido e sem a menor das intenções provocou uma mudança que mudou a história do mundo pra sempre. Se ele tivesse aprovado Hitler, é bem provável que a 2ª Guerra Mundial não teria sido o que foi. E a história da humanidade seria bem diferente. Esse cara, que ninguém sabe quem é e que nem fazia ideia de quem viria a se tornar o tal do Adolf, interferiu no curso da história da humanidade e afetou bilhões de pessoas.
O mesmo serve pro cara apresentou os pais de Einstein, ou o que fabricou a camisinha furada que resultou no Steve Jobs, ou o que plantou a árvore da maçã que caiu na cabeça de Newton. Nenhum desses exemplos é verdadeiro, serve apenas para ilutrar o raciocínio. São três pessoas "insignificantes" que mudaram "sem querer" a história do mundo. O mesmo vale para os pais/avós/bisavós de cada um deles e seus respectivos cupidos. Lembre sempre do Efeito Borboleta!
Esses caras mudaram a história da humanidade sim, talvez mais do que pessoas super bem intencionadas que dedicam suas vidas em prol do impacto positivo.
Mas isso já é uma reflexão que rende horas de filosofia alcoólica e que já fez eu me estender demais. Quem sabe trazemos esse assunto pra pauta numa próxima aula.


REENCONTROS

Uma das coisas mais legais do Friends of Tomorrow são as Master Classes e a oportunidade de rever grandes amigos e conhecidos de outras cidades e até do ano passado (meu caso).
Tive a felicidade de rever um grande amigo que eu admiro à exaustão: o Gustavo Nogueira, que chegou a participar da elaboração do Friends of Tomorrow como um dos cabeças da Aerolito e hoje toca seu próprio projeto à frente do Fractal, um sucesso de crítica e público em vários estados do país.

Grandes amizades que só o FoT é capaz de proporcionar!

A história do Gus é tão bacana que eu já contei várias vezes e até merece um parágrafo: ele veio de Belém-PA para morar em São Paulo, depois desceu mais um pouco e foi parar no Rio Grande do Sul. Em 2015, ele era "só mais um" colega na turma do Tomorrow. Pagou e fez o curso como um aluno qualquer. Mas ele se destacou tanto e chamou tanto a atenção da galera que, ainda no ano passado, passou a fazer parte da equipe da Aerolito e se tornou um dos curadores do Tomorrow, junto ao Tiago, ao Santi, ao Igor e ao Yago. Confesso que me bateu um puta orgulho vê-lo no papel de condutor do curso na Master Class de abril. Mas ele não parou por aí e já alçou voos ainda maiores! Agora ele tem seu próprio curso chancelado pela Perestroika e tá arrasando! Tudo isso num intervalo de 18 meses. Sabe-se lá o que o futuro espera pra essa fera que eu tenho orgulho de chamar de amigo, enquanto ele ainda souber quem sou eu.


MASTER CLASS COM FÁBIO GANDOUR

A quinta-feira terminou com uma Master Class ministrada pelo cientista chefe da IBM, Fábio Gandour. Depois, fomos todos encher a cara pelas ruas de São Paulo.