segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Cyborg 009



Falarei aqui sobre um dos animes que mais marcaram a minha vida e que me ensinou muita coisa sobre transhumanismo, ética, religião e sobre "o que é ser humano".

Em 2004, estreou na grade de programação do Cartoon Network alguns animes que passaram a fazer parte do bloco Toonami. Entre esses, estavam dois dos animes que mais gostei de acompanhar entre 1997 e 1999: Yu Yu Hakusho e Captain Tsubasa (Super Campeões). Estava bem empolgado com a estreia de ambos, principalmente de Yu Yu Hakusho, que era, certamente, um dos meus animes preferidos.
O curioso é que Yu Yu Hakusho estreou no mesmo dia que um outro anime desconhecido (pelo menos pra mim), chamado Cyborg 009 (サイボーグ009). Não tinha cara de ser muito legal não, principalmente por causa do traço dos personagens. Porém, eu tinha uma informação precisosa sobre esse anime: era uma obra de ninguém menos do que o mestre Shotarou Ishinomori, o mesmo cara que havia criado os Kamen Riders e os Super Sentais, além de tantos outros personagens legais do universo Tokusatsu como Zubat, Kikaider, Patrine, Bicrossers, Inazuman, Robocon...


Joe Shimamura, o 009, é o personagem principal da série.

Resolvi acompanhar Cyborg 009 pra ver se valia a pena. Percebi que a série girava em torno de um protagonista chamado Joe Shimamura. Ele era o Ciborgue 009 e fazia parte de um grupo formado por outros oito ciborgues. Shimamura, o 009, tinha o poder de aceleração. Ele podia acionar o “modo acelerado” e movimentar-se numa incrível velocidade, fazendo praticamente todas as coisas ao seu redor parecerem estar em “câmera lenta”. O primeiro episódio era repleto de ação e apresentava um pouco sobre cada um dos nove ciborgues.

Não se engane pelas aparências. Ivan Whisky, o 001, é o mais velho da equipe.

Ivan Whisky é o ciborgue 001: um bebê! Apesar da aparência, 001 é o “cérebro do grupo”. Ele tem poderes telecinéticos e psíquicos. Pode comunicar-se com os demais ciborgues através da telepatia e dar importantes instruções ao grupo. Por não ter o corpo de um adulto, é o único dos nove ciborgues que não luta corpo a corpo. 001 é quem dá as primeiras instruções a Joe Shimamura no primeiro episódio do anime, explicando ao herói como ele deve lutar e quem são seus companheiros. Sua nacionalidade é russa e suas origens são explicadas no desenrolar da trama.

O brigão 002 é perito em combates aéreos.

O ciborgue 002 é Jet Link, um estadunidense revoltado e encrenqueiro. Seu poder consiste em dois jatos instalados na sola de seus pés, o que lhe dá a capacidade de voar em altíssima velocidade. Sua personalidade difícil e ranzinza vão se modificando ao longo da série.

A única representante feminina tem super visão e audição.

A única mulher do grupo é a francesa Françoise Arnoul, a 003. Ela tem o poder de ver e ouvir muito além do alcance humano. Antes de se tornar uma ciborgue, tinha o sonho de ser uma bailarina na França, mas acabou tendo sua vida interrompida.

A frieza e maturidade fazem do 004 o ciborgue mais sério do time.

Um dos mais legais de todos é o ciborgue 004: Albert Heinrich, um alemão que viveu um triste passado. Ao tentar cruzar o muro de Berlin e fugir pra Alemanha Ocidental, foi atacado e viu sua esposa Hilda morrer diante seus olhos. Como ciborgue, ele tem o poder de disparar mísseis tele-guiados que saem de seus joelhos e também tiros que saem dos seus dedos. Seu corpo é todo formado por armas bélicas. É um verdadeiro “homem máquina” e também o membro mais maduro do grupo.


Na força física, o 005 é imbatível.



O ciborgue 005 é o estadunidense Geronimo Jr. É o membro mais alto e forte do grupo. Possui a força de mil homens. Apesar dessas características, é o membro mais calmo e tranquilo da equipe. Ele possui um envolvimento muito forte com a natureza, demonstrando possuir grande afeto com o meio ambiente. Infelizmente, é um dos personagens centrais menos explorados do anime. Em compensação, é um dos que mais têm a nos ensinar.


Um dos membros mais simpáticos do grupo é o ciborgue 006, o chinês Chang Changku. É um gordinho que trabalhava como cozinheiro e que tem a habilidade de cospir chamas de fogo e também escavar. Seu principal companheiro, principalmente nas horas cômicas, é Great Bri-Tain, o ciborgue 007.





Eu principalmente achava o 007 um dos membros mais importantes do grupo. Isso porque ele tinha a habilidade de se transformar em qualquer coisa através de um simples toque no umbigo. Qualquer coisa! Ele podia modificar a estrutura molecular do seu corpo e se disfarçar de outra pessoa, de um camundongo, de uma parede, de um objeto... O britânico Great Bri-Tain era um decadente ator de teatro que demonstra profunda admiração pelas obras de Shaekespeare e pelo dom de escrever alguns roteiros.

Pyunma é especialista em combates aquáticos.


E pra completar, o ciborgue 008 é o africano Pyunma, um ex-escravo que chegou a lutar como guerrilheiro em seu país de origem, Muamba (África Ocidental). Sua grande habilidade consiste em lutar debaixo da água. É o “Aquaman” do grupo.
Todos os nove ciborgues possuem personalidades e origens distintas. Mas todos eles têm algo em comum: o envolvimento com a organização criminosa Black Ghost, liderada pelo vilão Espectro. Essa maléfica organização foi quem sequestrou todos os nove humanos e os submeteu a experimentos que os transformaram em humanos cibernéticos.

O Espectro, principal inimigo dos ciborgues.

Os ciborgues tinham um mentor: o Dr. Isaac Gilmore, um renomado cientista que trabalhava para a organização Black Ghost e, num lampejo de consciência, resolveu rebelar-se contra os planos malignos do Espectro. Gilmore libertou os nove ciborgues que havia projetado em parceria com o Dr. Gamou (pai do 001) e deu a eles a oportunidade de lutar contra essa terrível corporação.
Eu comecei a acompanhar Cyborg 009 em 2004 e gostei do que vi, principalmente por causa da diversidade dos personagens, dos diferentes super-poderes que cada um possuía e também por ter esse ingrediente “Tokusatsu”. Era um “Super Sentai de nove integrantes” com algumas características de Kamen Rider: personagens com conflitos pessoais (marca registrada das obras de Ishinomori) e diversas críticas sociais nas entrelinhas.
Entretanto, essas críticas sociais chegaram a passar despercebidas por mim quando assisti o anime pela primeira vez, mas com o tempo fui percebendo que o anime tem muito, mas muito a nos ensinar. Não é exagero nenhum dizer que Cyborg 009 moldou bastante a minha posição com relação a religião e a crença em "Deus". Quem assistiu aos 51 episódios da série e captou bem a mensagem do anime sabe do que eu estou falando.
 

A série de 2001

Os nove ciborgues na versão que foi exibida no Cartoon Network em 2004.

Essa versão do anime, que foi exibida pelo Cartoon Network, foi produzida no Japão em 2001. Havia ainda outras duas versões em anime: a de 1968 e a de 1979. O mangá original, desenhado e roteirizado por Shotarou Ishinomori, foi publicado entre os anos de 1964 e 1981. Há quem diga que essa foi a principal obra de Ishinomori e a que melhor explorou a visão social do autor. Uma coisa eu posso afirmar com toda convicção: Ishinomori realmente tinha muito o que dizer para as pessoas e fez de sua obra uma impecável crítica aos grandes problemas do nosso planeta, de acordo com seu ponto de vista. Em Cyborg 009 temos profundas críticas ao capitalismo, às grandes corporações, ao poder da igreja, à manipulação das pessoas, às grandes farsas que assolam o planeta, à ganância, à devastação da natureza, ao sistema monetário... Uma verdadeira lição de vida! Muito além do que um simples desenho animado com ciborgues descendo a porrada em seres do mal.

Os personagens no traço original de Ishinomori.

Nos 17 primeiros episódios do anime (essa versão de 2001), tivemos o desenrolar da batalha entre os ciborgues e o perverso Espectro. Digamos que são nesses episódios que acabamos conhecendo um pouco melhor a história e a personalidade de cada um deles. Dá até pra se identificar melhor com uns, menos com outros. Os meus ciborgues preferidos eram o 002, pelo seu jeitão “marrento”, o 004, pela sua personalidade fria e séria e o 007, por seu jeito engraçado e sua incrível capacidade de transformar-se em qualquer coisa. Mas também gostava bastante do 001, que não lutava, do enigmático e profético 005, do cômico 006 e também do 009, que era o personagem principal. A 003 e o 008 eram, no meu ver, os mais “sem sal” do grupo.
Do episódio 22 ao 25, temos a “mini saga” dos Deuses Gregos. Os ciborgues são obrigados a enfrentar a ameaça de deuses como Apollo e Artemis. No desfecho da saga, porém, descobre-se que os Deuses nada mais são do que ciborgues projetados pelo ganancioso Dr. Gaya. Mas nem mesmo diante essa descoberta eles aceitam assumir sua farsa e a ideia de rejeitar seu poder divino. Seria uma mensagem de que, mesmo derrubada pela ciência, a religião e os mitos reconhecerão sua insignificância? Um belo tema a ser refletido e debatido na questão “Ciência X Religião”.

Os ciborgues "mitológicos".

Temas religiosos são um dos pontos fortes do anime. O personagem 005 é um dos que mais nos leva a refletir sobre o papel de Deus e da Natureza em nossas vidas. Ele nos dá a entender que a natureza é, na verdade, o verdadeiro Deus. Se analisarmos friamente a situação do planeta, veremos que essa afirmação não é tão absurda. Todos aqueles “poderes” que atribuímos a Deus são, na verdade, forças da natureza: frio, calor, chuva, tempo, sol, nuvens, desastres naturais, tsunamis, tempestades, terremotos, vulcões... A natureza é uma verdadeira ditadura: se não tivermos a capacidade de respeitá-la, pagaremos um preço muito alto. Se agirmos de forma imprudente, desmatando florestas e poluindo os oceanos, estaremos projetando nossa própria extinção. Tem tudo a ver com o que a Bíblia atribui ao tal de “Deus”. Foi através de Cyborg 009 que eu comecei a refletir sobre esse assunto e interpretar Deus desse modo.
A batalha entre os nove ciborgues e o Espectro chega ao fim definitivo no episódio 48, depois de uma luta decisiva entre 009 e o vilão. Com a explosão da nave da Black Ghost, onde a luta ocorre, 009 despenca no ar em queda livre. Antes de sua iminente queda no chão, porém, o companheiro 002 aparece para salvá-lo. Porém, 002 avisa que seu combustível está acabando e que os dois tendem a morrer. O episódio acaba deixando uma grande expectativa no ar.
No episódio seguinte, temos uma inexplicável continuação, na qual todos ciborgues aparecem vivos e salvos após os incidentes da batalha contra o Espectro. É nesse episódio também que temos a ilustre presença de ninguém menos do que o falecido Shotarou Ishinomori. O velho mestre recebe a visita de Dr. Gimore, personagem de sua autoria.

Os ciborgues com seu traje azul.

Nos três episódios finais do anime temos mais uma interessante questão religiosa: o surgimento da Deusa Himiko, que consegue fazer basicamente todas as pessoas do planeta a idolatrarem. Uma clara referência ao fanatismo que a religião provoca na vida das pessoas.
O último episódio termina de forma bem diferente. Os nove ciborgues adquirem, durante a batalha final, um “upgrade” em seus poderes, o que os torna ainda mais fortes. Eles ficam frente a frente com o grande inimigo, que é aquele quem manipula a “deusa” Himiko. Na última cena do anime, os heróis partem pro “tudo ou nada” na batalha derradeira. Um final em aberto, que justifica-se pela morte do autor: Shotaro Ishinomori morreu em 1998, antes de ter encerrado sua obra.

Abaixo, a abertura do anime de 2001 que não foi exibida pelo Cartoon Network:




Todos episódios da série de 2001:

    01. O Nascimento
    02. A Fuga
    03. O Décimo Cyborg
    04. A Batalha Final
    05. Lágrimas de Aço
    06. Procurando o Professor
    07. O Oponente Invisível
    08. Amigo
    09. O Inimigo Que Vem do Fundo do Mar
    10. Operação Auroras
    11. Natal em paris
    12. A Ilha Mística
    13. Nevoeiro em Londres
    14. O Monstro Negro
    15. Adeus, Meu Amigo
    16. Encurralados
    17. A Batalha Final
    18. Histórias da Cozinha
    19. O Herói
    20. O Cão Fantasma
    21. Fósseis do Mal
    22. A Ira dos Deuses
    23. A Ascensão da Mitologia
    24. Artemis
    25. Mitologia, O Capítulo Final
    26. O Diário de Gilmore
    27. Pequenos Visitantes
    28. O Despertar
    29. A Terra Azul
    30. Computópia
    31. Ilha Monstro
    32. Homem ou Máquina?
    33. Tempo Congelado
    34. A Maldição do Faraó
    35. A Cidade do Vento
    36. A Terra Congelada
    37. A Noite do Festival de Estrelas
    38. Espectro Vive
    39. Os Novos Assassinos
    40. Revanche de Gamo
    41. Fúria do Futuro
    42. Para o Amanhã
    43. Velhos Amigos
    44. Pesadelo de Van Bogoot
    45. Adeus, Golfinho
    46. O Império Subterrâneo
    47. Nascer do Demônio
    48. Quando Deseja a uma Estrela Cadente
    49. O Plano da deusa
    50. A Luz do Poder
    51. O Nascimento de um novo Universo



Shotarou Ishinomori - O mestre dos mestres!

O próprio Ishinomori virou personagem na versão de 2001.

Quem já leu ou analisou a vida e a obra de Ishinomori sabe que o autor costumava fazer de suas obras importantes críticas ao sistema e apologias à sua crença de que o mundo acabaria no ano 2000 (na verdade ele morreu ainda antes). Ishinomori acreditava que o planeta seria destruído pelos próprios seres humanos e isso ele deixou bem claro no final de outro mangá seu de grande sucesso: Kamen Rider.
Admiro muito Ishinomori por essa capacidade de inserir uma importante crítica social em obras tão bacanas. Obras que, para as crianças, pode parecer mero entretenimento, mas que têm muita coisa a nos ensinar. Eu, por exemplo, só fui compreender o quanto “cabeça” era Cyborg 009 conforme fui amadurecendo. E se tem algo que hoje eu acho fundamental pra toda obra é essa crítica social que o autor deve passar ao seu público. Se não houver nenhum posicionamento ou lição pra vida, a obra torna-se vazia. Copiar uma fórmula de sucesso é fácil, difícil é ter conhecimento e saber o que dizer (e como dizer). Não há como negar que Ishinomori foi brilhante em sua tentativa de alertar as pessoas através da sua obra.


SÉRIE INÉDITA NO NETFLIX



E aqui o que mais me motivou a escrever esse post: o Netflix lançou, como produção exclusiva, a séries "Cyborg 009 - Call of Justice" (サイボーグ ゼロゼロナイン コール オブ ジャスティス). Estreou no último dia 11 de fevereiro no Brasil, com 12 episódios (legendados e dublados, para todos os gostos).

Segue um vídeo da abertura dessa nova série (2017):



Eu, que sou absurdamente viciado nessa série e nesses personagens, assisti tudo numa tacada só! Confesso que demorei pra me acostumar com o estilo da animação. Me lembrou o anime Ajin: Demi-human, também exclusivo do Netflix. A dublagem também me decepcionou pelo fato de não terem utilizado as mesmas vozes do anime que passou no Cartoon Network (mancada isso!). Mas quando se trata de Cyborg 009, os personagens clássicos sempre salvam!
Ao que tudo indica, teremos uma segunda temporada (a cena final dá a entender isso).

Site oficial: http://www.cyborg009.jp


BÔNUS: CYBORG 009 vs. DEVILMAM

Falando em Netflix, também há disponível o crossover "Cyborg 009 versus Devilman". É o encontro dos cultuados personagens de Ishinomori com um dos personagens mais icônicos de Go Nagai, outro autor de mangás lendário (criou também Mazinger Z e Cutie Honey). Esse crossover foi dividido em três episódios de aproximadamente meia hora cada.
Confira o vídeo da abertura com o eletrizante tema do JAM Project (Cyborg 009 ~Nine Cyborgs Soldiers):




Reflexões

Conhecendo um pouco a visão que Shotarou Ishinomori tinha do o mundo, muitas das indagações de Cyborg 009 são compreendidas e justificadas. A crença no fim do mundo e na ideia de que o próprio ser humano causaria sua extinção fazem o autor parecer bem distópico e pessimista, certo? Mas o mundo não acabou e essa versão de 2017 acabou trazendo outras reflexões interessantes para se analisar.
No sexto episódio da série (uma ilusão chamada esperança), Joe e Françoise vão até a casa de um monge que lhes garante aquilo que eles mais desejam na vida: serem humanos novamente (ou seja, viverem em corpos de humanos, e não ciborgues). Isso significa abdicar de seus super-poderes, retomar o corpo orgânico, envelhecerem e, claro, morrerem. Parecia o velho clichê de sempre.
Mas a situação a partir daí começa a ficar tensa e a vida dos ciborgues passa a ser ameaçada.
No meio de uma discussão, o mais filósofo dos ciborgues, 005/Gerônimo (sempre ele!) afirma que o fato de terem suas consciências armazenadas em corpos cibernéticos não fazem de Joe e Françoise menos "humanos". Ele diz: "Somos como o navio de Teseu. Não importa como nossos corpos sejam refeitos, desde que preservemos nossas almas, somos quem somos, haja o que houver."

Somos quem somos independente da carcaça (corpo) em que estamos.

Outra reflexão interessante está no último e derradeiro episódio da temporada. Quando o vilão Emperor resolve punir a desertora Catalina, ele zera completamente todas as informações e memórias de sua mente. Ela perde até mesmo a compreensão e a capacidade de falar, ouvir e entender. Vira um vegetal! Esse ato irrita profundamente 009, que compara a perda absoluta de memória com a morte:


Eis que, num momento derradeiro, Catalina retoma sua consciência através das lembranças que ela tinha de Joe. Segundo Françoise, as pessoas nunca se esquecem do que é mais importante para elas.

Ainda devo dizer que considero Cyborg 009 uma obra futurística! Acredito que o futuro da espécie humana é, realmente, ser ciborgue (a junção das palavras cybernetic + organism). Híbridos todos nós já somos desde o instante em que carregamos um celular no bolso, ou que utilizamos o Google pra descobrir alguma coisa, ou que acendemos um fósforo, ou que lemos algo... a utilização da tecnologia está nos tornando cada vez mais híbrido e um futuro parecido com o que Ishinomori ilustrou lá nos anos 1960 parece fazer cada vez mais sentido.

A última cena de "Call of Justice". Sua contagem bate com a minha?