Muito além da imortalidade
Pra quem ainda não conhece meu trabalho como quadrinista,
pode achar que o tema desse post não tem nada a ver com o assunto desse blog.
Mas tem tudo a ver!
Recentemente, lancei meu primeiro livrinho de tirinhas:
Ressuscitados. Mas antes de falar sobre esse projeto, permita-me contar como
foi que eu cheguei nessa ideia. É a melhor forma de fazer você entender o que
uma coisa tem a ver com a outra.
Já faz uns dois anos que eu estudo, leio e converso bastante
sobre o tema "Singularidade". Uma das coisas que mais me fascina
nesse assunto é a eminente possibilidade que o ser humano tem de, finalmente,
vencer a morte e “evoluir” para uma espécie mais avançada. Alguns enxergam isso
com medo, desdém ou “presságio do Apocalipse”. Mas eu vejo com empolgação e com
uma vontade enorme de fazer parte dessa transformação. Acredito que a
tecnologia ainda vai melhorar muito a nossa vida e que nos dará coisas que a
religião e a filosofia, até o momento, só prometeram.
Já refleti muito (mas muito mesmo) sobre as promessas do Ray
Kurzweil, de que chegaremos na Singularidade daqui a 30 anos. Confesso que
discordo da precisão dessa data. Mesmo compreendendo a curva da evolução
exponencial, eu vejo 2045 como algo próximo demais. Mas é aquela velha
história: água mole pedra dura, tanto bate até que fura. Uma hora, a
Singularidade vai acontecer (ou seja: acho pouco provável a outra previsão que
acredita na extinção da espécie humana antes do pulo do gato).
E quando esse dia chegar (seja 2045 ou depois)? Já chegou a
imaginar um mundo onde ninguém precisa morrer? Um mundo onde você pode fazer
backup do seu cérebro e sobreviver a qualquer tipo de fatalidade, pois sua
mente estará “nas nuvens” e à prova de qualquer acidente. Fazer um backup do
seu cérebro poderá ser como fazer um backup da sua conta de celular quando você
perde ou estraga seu aparelho.
Pois é, eu já pensei muito sobre isso. Acho pouco provável
que as pessoas percam por completo seus objetivos de vida e que se atirem numa
vida desregrada, se drogando ou se masturbando em vias públicas. Tá... talvez
isso aconteça mesmo, mas não será a regra. Que vai ser um mundo absurdamente
diferente desse que temos hoje, não há duvidas.
Mas e quais seriam os objetivos da raça humana depois da tão
sonhada imortalidade premiada? O que nos moveria? A curiosidade de descobrir se
existe vida em outros planetas? Uma eterna luta por prazer e acasalamento?
Poderia ser a resposta para perguntas como “De onde viemos?”, “Pra onde vamos?”,
“O ovo ou a galinha?”, “Michael Jackson era mesmo pedófilo?”...
Mas eu tenho outro palpite: Por que não reviver as pessoas
que chegaram atrasadas na fila da imortalidade? Pessoas que já morreram e que
ainda vão morrer até 2045 (ou seja lá quando essa porra chegar). Porque uma
coisa é certa: se a imortalidade chegar um dia depois da morte de sua mãe ou do
seu pai, você vai ficar MUITO PUTO com isso, né? Na minha opinião, vai chegar
depois de todos nós batermos as botas. Mas essa é só a minha opinião.
Seria chato a gente evoluir e trabalhar tanto por isso para,
no final das contas, perder o melhor da festa. Mesmo que estejamos construindo
os caminhos para as futuras gerações, esse alento ainda me incomoda. Eu quero viver
pra ver!
Então me recorreu um pensamento que também faz parte das
ambições mirabolantes de Ray Kurzweil: ele pretende, num futuro próximo, trazer
seu falecido pai de volta à vida. Repare que já não estamos mais falando em “manter
vivo” e sim “transformar vivos em mortos”. É algo ainda mais complicado. Bem mais
complicado!
Essa parte de backup cerebral até vai, mas e o que fazer com
cérebros de pessoas que já bateram as botas há mais tempo? O que fazer com
aquelas pessoas que foram cremadas e tiveram seus cérebros transformados em pó?
O que fazer com aquelas que morreram sem deixar herdeiros ou sem convívio
social pra serem lembradas pela posteridade? Vou ser igualitário agora: acho que todo mundo
deveria ter a chance de ressuscitar, não só quem nasceu ou ainda vai nascer
numa época “privilegiada”.
A questão é: “como trazer de volta essas pessoas?” Bom... a
primeira informação que devemos ter bem clara é: Quando esse assunto for
discutido seriamente e se tornar um objetivo pra comunidade científica (ainda
não é), já estaremos num ponto bem mais avançado na curva da evolução
exponencial. Já teremos nosso “Google Brain”. Seremos como a personagem
principal do filme Lucy (quem assistiu vai entender). Teremos acesso instantâneo
a informações que hoje só são adquiridas com horas de busca na internet. Talvez
consigamos até mesmo compreender o Ranking da FIFA. E é lógico que, quando a
raça humana toda for assim (e não somente a Lucy), tudo será completamente
diferente. Não me pergunte exatamente como.
Já pensou como será a realidade virtual até lá? Pense num
Oculus Rift bilhões de vezes melhor. Agora pense que um estudo avançado sobre
átomos, partículas e mecânica quântica poderá dar respostas para perguntas que
ainda não temos condições de fazer. Se esse dia chegar (e, convenhamos, vai
chegar), teremos condições de “viajar no tempo” através da realidade virtual e “observar”
tudo que já aconteceu (de verdade) nesse planeta. Poderemos assistir à
decapitação de Maria Antonieta como se estivéssemos presentes no local. Não
estou falando de uma releitura dos fatos, e sim a imagem original, com toda
nitidez e sensações da época (luz, temperatura, umidade do ar, gravidade, sons,
cheiros...). Realidade virtual no seu ponto extremo!
Claro que não estou falando da possibilidade de interferir
no fluxo do tempo. Isso, por si só, resultaria num paradoxo que nem cabe aqui
discutir. Vamos trabalhar com a ideia de que o tempo é linear e imutável, ok?
Se isso acontecer, a galera do futuro vai poder “viajar” no
passado e observar simplesmente tudo que já aconteceu na história do planeta.
Vai poder observar o que aconteceu no World Trade Center aos 11 dias do mês de
setembro em 2001. Vai poder ver Moisés abrindo o Mar Vermelho bem na sua frente (será que isso aconteceu exatamente como a Bíblia diz?) Vai poder presenciar o momento do parto de qualquer pessoa. Vai
poder descobrir se seu pai era realmente um homem fiel. Vai poder até mesmo ver
pra crer em como o Brasil conseguiu levar 7 a 1 da Alemanha numa Copa do Mundo
disputada em casa. E o melhor: poderá fazer isso como se estivesse dentro do
campo, no meio dos jogadores (lembrando sempre: sem poder interferir). E sem
narração do Galvão Bueno!
Bom... acho que se isso acontecer como eu imagino que
aconteça, vai ter muita gente que vai passar o dia inteiro “se divertindo”
nesse “Second Life”, bisbilhotando o passado e as vidas alheias. Eu iria achar
isso divertidíssimo! Imagina que “você do futuro” esteja te observando nesse
exato momento. Loucura, né?
Mas agora vamos mais além ainda nessa nossa curva exponencial
(sim, eu fui longe mesmo).
Quando tivermos esse “software” (sei lá que nome daremos pra
isso) de voltar ao passado e bisbilhotar tudo que já aconteceu na humanidade
(do Big Bang até os dias atuais), teremos um outro objetivo em mente: scanear
os cérebros dos falecidos.
Tome um martelinho de tequila e reflita comigo: haverá um
software capaz de reconhecer sinapses/ondas-cerebrais/pulsação-de-neurônios e
tudo mais que a “máquina” possa identificar como um cérebro humano. Aqui
estamos falando de programação/robótica/I.A. num nível absurdamente avançado.
Essa “máquina” será programada pra reconhecer um cérebro segundos antes da
pessoa entrar em estado de óbito.
Vamos pegar o exemplo do falecido Beatle John Lennon, que morreu
às 23h02m58s do dia 8 de dezembro de 1980, na frente ao edifício Dakota, em Nova
Iorque (lógico que o horário não foi exatamente esse, estou chutando). Nosso
generoso software detectaria Lennon no exato instante em que ele perdeu sua
consciência e foi dessa pruma melhor. Com sua ampla tecnologia, seria capaz de
identificar o cérebro do astro e captar todas suas informações através de
códigos binários a serem decodificados.
Esse “robozinho” então voltaria para o “presente” (ano
5.000, vamos supor) com os “dados cerebrais” de John Lennon a exato 1 segundo (talvez até menos)
antes do óbito. Esses dados seriam, provavelmente, um código, assim como seu
DNA é. Pegue esses dados em formato TXT (ou seja lá o que tivermos à
disposição) e jogue numa impressora 3D. O que teremos de volta? Yes, baby! John
Lennon! O próprio John Lennon! Com todas as suas convicções, sonhos, ideologias e lembranças que ele tinha antes de
morrer, inclusive seus segredos mais íntimos que nunca contou pra ninguém.
Mas e que corpo ele teria? O mesmo de 1980 (40 anos)? Acho
que, até lá, esse papo de corpo vai ser meio over. Já teremos condições de
trocar de corpos (a carcaça), como hoje trocamos de aparelho celular. Mas pra
não ser injusto com o nosso amigo John Lennon, vamos lhe dar um corpo
praticamente idêntico ao que ele tinha enquanto viveu na Terra (entre 1940 a
1980). Idêntico! Ok, mas o corpo dele mudou muito desde o dia do nascimento até o dia do
assassinato. Pra ser mais generoso ainda, vamos lhe dar o corpo que ele tinha
no auge de sua forma física: uns 18 anos, suponho eu. Como saber que era aos
18? Nosso avançado programa de inteligência artificial descobriria isso em
questão de segundos: basta apurar todo processo de evolução do biotipo da
pessoa e detectar qual foi o momento mais saudável em toda vida dela). Eu
particularmente acho que meu corpo esteve no auge da forma física e do vigor
quando eu tinha meus 21 anos. E você?
Lógico que uma pessoa que sempre se achou feia ou gorda
poderia trocar seu corpo por um melhor. Poderia até trocar de corpo por algo
totalmente diferente do que já foi. Mas acho que, como “sugestão do fabricante”,
as pessoas deveriam retornar à vida com seu último instante de consciência e o
auge de sua forma física.
Agora pense isso acontecendo com todo mundo! Todo mundo
mesmo! Até os caras mais filhos-da-puta da história seriam revividos. “O quê?
Ressuscitaria Hitler também?” Sim, todo mundo. “Mas olha quanta gente ele
matou!”. Sim, as pessoas que ele matou também iriam ressuscitar. “Mas o
sofrimento que ele causou foi imensurável e permaneceu por milhares de anos
após a Guerra.” Mas foi reparado, não foi? Se ainda sobrar algum rancor, chame
ele pra briga e lhe dê uma boa duma surra. “Ah, mas ele merece mais do que
isso!” Pra quê tanto ódio nesse coração?
Tá certo que haveria aqueles que, por algum motivo, abrissem mão da vida eterna e fizessem
questão de desaparecer. Mas vale lembrar que todas as causas que levam uma
pessoa a optar pelo suicídio também deixariam de existir: dor, depressão,
vergonha, humilhação, solidão, tédio... pra todos esses problemas haveria uma
solução.
Calcula-se que cerca de 108 bilhões de seres humanos já habitaram o planeta. Acho que todas elas mereciam estar vivas. Seria perigoso
haver um “juiz” dizendo quem volta e quem não volta. Isso seria mais do que um
juiz, seria um Deus. Então, deixa o nosso software imparcial e incorruptível
trabalhar em paz.
Nosso amigável software “ressuscitador” iria se encarregar
de captar o “córtex final” de cada indivíduo (inclusive pessoas que morreram no
parto) e trazê-lo consigo para o "presente". Imagina como seria se você acordasse
daqui a milhares de anos após sua morte? Imagino que a reação imediata seria: “Meu
Deus! Estou no Céu! O além existe de verdade!”. Mas isso que hoje a gente chama
de “Além” pode ser, quem sabe, o futuro. Simplesmente o futuro.
Você estaria vivo assim como seus bisavôs, as vítimas do
Holocausto, os filósofos gregos, os homens das cavernas... Todo mundo! Isso não
lembra o Céu do Cristianismo, onde todo mundo se reencontra depois de morto e
vive tocando arpa em nuvens que mais parecem algodão doce? A diferença é que
hoje isso é tratado, em âmbito científico, como uma mera fábula. Mas talvez a
ciência, a religião e a filosofia tenham enredos muito parecidos.
A Bíblia fala que os mortos retornarão à vida. E isso muito
antes do sucesso de Walking Dead! Se o futuro ocorrer exatamente como eu
escrevo aqui (lógico que não vai ser exatamente assim mas, quem sabe, algo
parecido), teremos todo mundo vivo e coexistindo no mesmo “plano espiritual”
(sem essa de “nós na Terra e os defuntos no Céu”).
Já pensou como seria um mundo assim? Com TODO MUNDO de volta
à vida! Já pensou você vivendo no mesmo mundo que seus bisnetos, seu pai, seu avô, seu bisavô e o bisavô do seu bisavô?
Ah, claro! Talvez você se pergunte: "Mas e a população? Como iria caber tanta gente na Terra?" Bixo, seeeee a gente conseguir chegar a esse estágio um dia, eu imagino que essa história de colonizar outros planetas habitáveis já vai ser um assunto batido. Até lá, provavelmente, já teremos planetas suficiente pra abrigar mais de 300 bilhões de pessoas (pensando exponencialmente). Ou talvez chegue um dia em que a gente nem precise mais de "espaço físico" pra viver. Estaremos, quem sabe, vivendo num espaço "virtual" e ilimitado.
Ah, claro! Talvez você se pergunte: "Mas e a população? Como iria caber tanta gente na Terra?" Bixo, seeeee a gente conseguir chegar a esse estágio um dia, eu imagino que essa história de colonizar outros planetas habitáveis já vai ser um assunto batido. Até lá, provavelmente, já teremos planetas suficiente pra abrigar mais de 300 bilhões de pessoas (pensando exponencialmente). Ou talvez chegue um dia em que a gente nem precise mais de "espaço físico" pra viver. Estaremos, quem sabe, vivendo num espaço "virtual" e ilimitado.
Bom... eu já venho pensando nisso há uns dois anos, mas foi
só em agosto do ano passado que essa ideia mirabolante ganhou corpo e se
transformou em algo prático, sólido e concreto.
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| LINDO NÉ??? (o livro, não eu! ¬¬) |
Como surgiu a ideia
Estive em Goiânia entre os dias 15 e 18/8 de 2014, na
companhia de meus amigos Willian Ceolin, Simoni Helfer, Nelson Knak Neto e o
anfitrião Leandro Zayd, que nos recebeu em sua casa. Ceolin e Zayd, mais do que
eu, manjam muito do assunto Singularidade. E foi conversando com eles que a
gente chegou longe nesse papo de ressurreição e num eminente mundo onde TODO
MUNDO estivesse vivo.
“Já pensou como seria ter Jesus, Maomé e Buda discutindo
numa mesa de bar?”, comentou o Ceolin, em tom de brincadeira. A ideia ficou
martelando a minha cabeça e, durante o voo de volta pra Porto Alegre, uma ideia
me veio à cabeça: Já pensou que legal seria fazer uns vídeos pra web, no estilo
Porta dos Fundos, com pessoas que já morreram contracenando com defuntos de
outras épocas ou até com quem está vivo hoje?
A ideia parecia boa, mas praticamente impossível de
executar, em virtude do alto investimento que teríamos com equipamento de
filmagem, iluminação, cenários, figurinos, elenco... Mas a ideia parecia legal
demais pra ficar só na imaginação. Então eu liguei os pontos: “Peraí, eu não
sou um exímio desenhista, mas dou pro gasto. E se ao invés de fazer em formato
de vídeo eu fizesse no formato de... tirinhas?!”
Claro que a ideia já não era mais usar os personagens num
mundo “ultra futurístico” pós-Singularidade. Adaptei a pergunta central para: “Imagina
como seria ressuscitar todas as pessoas NOS DIAS DE HOJE?”. Isso sim eu sei que
é impossível, mas a ideia continuou sendo interessante mesmo assim.
Resolvi então rabiscar umas três tirinhas com personagens
bastante conhecidos: uma com Jesus e Hitler, outra com Reginaldo Rossi e José
(da Bíblia) e outra com Steve Jobs e Eva (bom... essa última aí eu acho que
nunca existiu de verdade, mas enfim...). Fiz sem compromisso, só pra apresentar
pra uma meia dúzia de amigos. Eles viram e acharam muito leal. Pediram pra eu
fazer mais e até sugeriram outros nomes. Fiz mais umas quatro e levei pro
pessoal do 2º Encontro de Quadrinistas e Fãs de HQ dar uma olhada. Esse evento
ocorreu em Santa Cruz do Sul nos dias 12 e 13 de setembro do ano passado. A
ideia foi bastante elogiada (inclusive por entendidos do assunto) e isso me fez
perceber que eu tinha uma ideia com potencial nas mãos.
Então fiz mais e mais tirinhas, até perceber que cheguei numa
quantidade impressionante em pouco tempo. Eram mais de 100 tirinhas em três
meses, com mais de 100 personagens ressuscitados. Peguei gosto pela coisa e
ouvi muita gente dizendo que a ideia era boa demais pra não ser publicada. Mas
eu sabia que colocar num jornal estava fora de cogitação (tem muita tirinha que
nunca iria passar pelo crivo da censura).
Resolvi então publicar um livrinho nos mesmos moldes do
Tirinhas do Zodíaco, que eu tinha desde 2010 e que me serviu de “fonte de
inspiração”. O livrinho foi impresso de forma independente, com recursos
próprios (banquei com minha própria grana). Um total de mil unidades.
Escolhi então o dia 2 de abril pra fazer o “lançamento
oficial”: Páscoa / Ressurreição / Ressuscitados: tudo a ver!
O resultado você pode conferir no site oficial das tirinhas:
Lá, você encontra dezenas de tirinhas que eu já fiz
(inclusive algumas inéditas). Mas é claro que a grande maioria você só encontra
no livrinho, que está à venda nas melhores livrarias de Porto Alegre e SantaCruz do Sul por um precinho camarada (o blog é meu e eu faço jabá quando eu
quiser).
As tirinhas são, em geral, cômicas e divertidas. Algumas nem
tanto, mas ao menos servem pra destacar a importância do legado de alguma
personalidade que já se foram. Considero uma boa forma de ensinar História,
afinal, você pode desconhecer algum personagem e, através da piadinha, acabar tomando
conhecimento da sua relevância (desde que você saiba usar o tal do Google, claro). Tem personagens que eu me senti na obrigação de
inserir nas tirinhas, mesmo que a piada em si não tenha ficado tão engraçada.
Gosto do humor que faz pensar. Gosto quando “o riso passa e
a reflexão fica”. Várias tirinhas foram feitas com esse propósito. Algumas até
não têm graça nenhuma, mas permitem uma discussão e uma reflexão pertinente. Admito:
é preciso ter uma certa dose de inteligência pra entender algumas tiras. E
fazer gente inteligente rir não é tarefa fácil.
Uma das coisas mais legais de ter feito o Ressuscitados foi
justamente o fato de eu ter encontrado algo de PRÁTICO depois de anos
discutindo Singularidade, Transhumanismo, Ressurreição... Uma coisa é ficar
eternamente na teoria, criando suposições e divagando sobre o intangível. Outra
coisa é transformar a ideia em algo real.
Ressuscitados é fruto de muito estudo, divagação e reflexão
transformados em prática. É a materialização de uma ideia que não ficou só na
teoria. Eu precisei arregaçar as mangas e pegar o papel e a caneta. Precisei de
embasamento teórico, conhecimento prático e habilidades técnicas. Funcionou: o
livrinho saiu do forno e meu trabalho já está sendo apreciado por centenas de
pessoas. Se é só o começo ou o fim eu não sei, mas o exemplo está aí pra quem ainda
não sabe o que fazer com aquela ideia
engavetada. ;)












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